sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Henrique e a Marta

O Henrique passava horas a ver televisão. Adorava os desenhos animados e sabia o nome de todas as personagens de todas as séries de desenhos animados que passavam. Sabia também de cor a programação de todos os 458 canais da televisão. Isto, claro está, com muita ajuda do teletexto. Não passava um segundo só de televisão que o Henrique não perdesse. Ele comia à frente do televisor, estudava à frente do televisor, brincava à frente do televisor só para não perder nenhuma série. E quando se fartava, ligava a X-box e distraía-se um pouco a jogar Tomb Raider, o que era coisa muito rara porque o que ele gostava mesmo era de ver televisão. Não tinha muitos amigos, e costumava falar com a Marta, no intervalo das series, quando passavam anúncios.
A Marta era muito amiga do Henrique! Gostava dele de uma maneira diferente. Aos amigos dizia que ele era seu amigo e nada mais, mas quando os pais lhe perguntavam se já tinha namorado, ela, muito envergonhada respondia que era o Henrique. Ela gostava de se sentar perto dele para ver televisão, mas logo se fartava e partia para outra. Tentava movê-lo a fazer outra coisa mais divertida. Dizia-lhe então se não queria brincar com os carrinhos que o teu pai lhe tinha dado no aniversário? ou então convidava-o para jogar ao esconde-esconde, à macaca, ao elástico? Mas nada! não obtinha resposta nenhuma...
Uma vez, encheu-se de coragem, e meio envergonhada, disse-lhe por entre dentes que gostava dele. Que estava apaixonada por ele! Esperou pela resposta, como fazem nas séries! Só que ele não se demoveu. Decidiu então dar-lhe um beijo na cara para ver se ele respondia... e nem assim.
Triste começou a pensar em maneiras de o demover!! Só que já tinha tentado de tudo e nada tinha dado o resultado que ela esperava.
Tem de haver uma maneira. Até que se lembrou, que a televisão só funcionava porque havia corrente eléctrica! Tudo existia porque havia corrente eléctrica! a T.V. a X-Box, o comando da televisão, a luz da sala.
E decidiu, então cortar a corrente eléctrica da casa!
Plim! tudo se apagou. A saltitar a pequena Marta foi até à sala. O Henrique lá estava, de volta do televisor a tentar perceber porque se apagara!
- Sabes o que se passou Marta?
- A corrente eléctrica está cortada! deve ser geral! Anda vamos brincar!
- Oh que pena e logo agora que ia dar o Stimpy & Ren...
- Não faz mal, anda vamos jogar à apanha!
- Está bem.
E foi assim que a Marta conseguiu demover o Henrique de ver televisão... e também de lhe dizer que gostava dele!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Becas

A Becas é uma gata que gosta muito de comer. Ela não come alarvemente, até ficar barriguda e adoecer. Não! Ela gosta de saborear a comida. Come só o essencial e depois, senta-se no sofá e passa horas a alisar os seus longos bigodes como que se estivesse ainda a saborear o petisco acabado de comer.
Quando mudo de marca do petisco, a Becas também se aparecebe. Então, como que a dizer que está atenta e que não se deixa enganar, roça-se nas minhas pernas levemente e solta um longo miau!
A minha becas empre foi assim, um espetáculo digno de se ver.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Túnel da Covas

O cantar do melro anunciava os primeiros raios de sol. O dia estava a nascer e o vale ganhava cor e movimento.
O Musi e a Musa, ainda dormiam, na toca, à beira-rio, quando de repente, sentiram o chão a tremer!
- Ó Musi, pára quieto, assim não consigo dormir! - disse a Musa ensonada.
- Não me mexi! está aqui qualquer coisa debaixo do chão!!! - Disse assustado o Musi!
Os dois deram um pulo da cama e encostaram-se à parede. O solo estava a mexer-se!!
Mesmo por baixo da cama do Musi e da Musa levantou-se um pequeno monte de terra, e, para espanto dos dois, saiu de lá um pequenino animal de pêlo cinzento, com um focinho acastanhado mas não tão grande como deles!
- Humm! Bolas... errei outra vez! - disse o pequenino animal, enquanto tirava a terra do focinho com as suas garras.
- É claro que te enganaste! Acabaste de me estragar a cama e fizeste um enorme buraco no chão da minha toca!!- Disse irado o Musi
O pequeno animal não ouviu o que o Musi tinha dito. Continuava a dizer que se tinha enganado e começou a fazer cálculos e mais cálculos em voz alta.
- Olha Musi, ele não tem olhos, não nos consegue ver! - disse espantada a Musa
- Eu tenho olhos, só que estão escondidos debaixo do pêlo! - interrompeu os seus cálculos para responder.
- Então devias cortar o pêlo! Assim já podes ver por onde andas! - disse o Musi
- Não me servia de nada! Debaixo da terra não há luz e com olhos não consigo ver nada. Em vez dos olhos eu tenho um olfacto e uma audição muito apuradas. Só pelo olfacto consigo detectar que vocês são dois musaranhos-de-água! E pelo vosso tom de voz digo que são um macho e uma fêmea, portanto um casalinho!
- Uau!!! - disseram espantados - desta vez não te enganaste! E porque é que andas debaixo da terra?
- Bem, é que eu gosto muito de comer minhocas e em vez de ficar à espera que elas saiam da terra, faço túneis para ir atrás delas!
- Túneis!? - disse o Musi interessado!
- Sim, estava a escavar um túnel para chegar até ao prado, porque lá há mais minhocas. Só que fiz mal os cálculos e vim ter a vossa casa!Mas não se preocupem que eu tapo tudo! - Disse o pequeno animal.
- Não faz mal. - disse a Musa
- Oh, que falta de educação a minha, ainda não me apresentei, eu sou a Covas e sou uma Toupeira.
- Eu sou a Musa e este é o Musi, e vivemos nesta toca à beira rio. O prado não fica muito longe e se quiseres podemos levar-te até lá!!
- Não é preciso, eu tenho de continuar a fazer o meu túnel!
- Vais fazer um túnel para o prado?Mas isso é genial! - disse o Musi.
- Pois é!! Depois, no inverno, quando os campos estiverem cheios de neve, iríamos pelo túnel para brincar no prado e visitar os nossos amigos! - disse a Musa.
- Precisas de ajuda? - perguntou o Musi
A Toupeira Covas não ouviu! Estava concentradíssima nos seus cálculos. Somava e subtraía , calculava distâncias e comprimentos. Tentava perceber onde é que se tinha enganado.
A Musa e o Musi olhavam para a sua nova amiga. Reparavam na sua estranha aparência e nas enormes mãos que ela tinha. Eram brancas e tinham umas unhas grandes e fortes, pareciam garras. Devia ser para escavar a terra e fazer os túneis que ela tanto gostava, pensaram!
- Aha! já sei onde é que me enganei. - disse de repente a Covas - Foi à beira da raiz do carvalho, deveria ter continuado a escavar em frente durante mais cinco metros! em vez disso virei à direita e vim ter a vossa casa. Agora se escavar mais 5 metros, em direcção ao Sul, devo chegar ao prado
- Precisas de ajuda? - repetiu o Musi
- Se me quiserem ajudar, podem a retirar a terra do túnel! - disse a Covas
E assim o Musi e a Musa ajudaram a Covas a construir o túnel até ao prado. A Covas com as suas enormes garras ia escavando a terra! Ela escavava a terra com tanta rapidez e agilidade que a Musa e o Musi não tinham mãos a medir para tirar tanta terra! De vez em quando, a Covas fazia uma pausa, não porque estivesse cansada, mas porque encontrava uma minhoca e deliciava-se a comê-la. No final do dia o túnel já estava construído e os cálculos que a Toupeira Covas fez estavam certíssimos.
O Musi e a Musa ficaram muito contentes com o túnel que saia de sua casa e ia até ao prado. O Túnel ia dar-lhes muito jeito no inverno.
- Depois passa em nossa casa! Vou fazer uma tarte de minhocas só para ti! - disse a Musi
- Humm! Que delicia, nem precisas de chamar por mim, mal te ouça a mecher nos tachos eu venho logo!- disse Toupeira Covas

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A flor do menino

Era uma vez um menino que vivia num apartamento com a sua mãe e a avó. O apartamento onde o menino morava ficava numa cidade muito grande, com muitas estradas e onde viviam muitas pessoas que circulavam em carros a toda a velocidade. O menino, da janela do seu apartamento, via filas intermináveis de carros e, quando estava calor, conseguia ver uma nuvem castanha a pairar sobre a cidade.
- Ó mãe porque é que aquela nuvem não se vai embora como as outras? - perguntou o menino
- Porque é uma nuvem de poluição e enquanto houver carros ela não se vai embora. - Respondeu a mãe
- Os carros libertam fumo para o ar e depois forma-se essa nuvem castanha que tu vês com gases poluentes! é o que se chama de poluição atmosférica! - Completou a avó.
- É tão feia a nuvem, se ao menos fosse branquinha como as outras!
O menino continuou a olhar da janela e reparava na nuvem e nos carros que passavam na estrada. Pensava que aqueles carros não deviam fazer aquela nuvem castanha. talvez sfosse melhor se as pessoas andassem a pé ou de balão! Assim não faziam aquela nuvem castanha e feia.
Os dias foram passando e o menino recebeu de presente da avó e da mãe um vaso com uma flor!
- Vou pô-la à janela, para ela apanhar sol! as flores gostam muito de sol! - disse o menino
- Pois é, sem o sol a flor fica triste e acaba por morrer! - disse a mãe
- E também não te esqueças de a regar. Senão ela fica com sede e depois seca. - disse a avó
Agora o menino ficava agora todos os dias à janela, ora a olhar para a sua bonita flor ora a olhar para os carros a passar na estrada.
Os dias foram passando e o menino começou a reparar que as folhas da sua flor estavam sempre cheias de pó. não percebia! Todos os dias o menino regava a flor para ela não passar sede e deixava-a ao sol para ela não morrer. Não lhe tinham dito para limpar o pó! Nem porque é que havia sempre tanto pó nas folhas da sua flor.
- Ó mãe porque é que as folhas da minha flor têm sempre tanto pó?
- É por causa dos fumos que os carros libertam para o ar! - Respondeu a mãe.
- O fumo dos carros liberta poeiras que sobem pelo ar e depois vão assentar nas pétalas da tua flor! - Completou a avó.
- Então temos que ir embora daqui antes que a flor fique mais suja e doente! - disse o menino.
- E nós também! - Responderam a mãe e a avó ao mesmo tempo!
A mãe, o menino e a avó decidiram então mudar-se para outra cidade.
O menino ficou muito contente, já não via carros da sua janela, nem a nuvem castanha e feia a pairar sobre as estradas. Agora já não havia o pó que subia pelo ar e que poisava nas pétalas da sua flor! A sua flor já não ia ficar doente! e ele também ia ter menos trabalho...

domingo, 26 de junho de 2011

O telemóvel do Musi

A leve brisa abanava as folhas dos Amieiros e o Pica-Peixe lançava vertiginosos ataques aos saramugos do ribeiro. O Musi observava na margem todo aquele espectáculo aéreo.
- O Bicas está a voar desde a manhã e ainda não apanhou nenhum peixe. - disse o Musi.
- Deve ser o calor que o faz lento. - disse a Musa.
passado uns tempos, apareceu o Mocho Quim. Vinha muito apressado e trazia consigo um enorme caixote amarrado com duas linhas!
-Olá Mocho Quim. Ainda a trabalhar?Mas hoje é Domingo!
- O meu patrão pediu-me para despachar esta encomenda. Depois desta entro de folga. Olha é uma encomenda para ti!
- Para mim? que bom! adoro receber encomendas.
Então o Musi abriu a caixa e dentro dela estava um bonito telemóvel e uma assinatura mensal na rede PP - PicaPau telecomunicações!
- Olha Musi, que bom! O telemóvel que ganhaste na feira da primavera o ano passado! - Disse a Musa.
- Demorou mas chegou! Agora já te posso telefonar quando e onde quiser! - disse o Musi.
- Ó Musi para isso era preciso que a Musa também tivesse um telemóvel, assim como o teu! - disse o Mocho Quim.
- Bem, então tenho de ganhar um telemóvel para ti também! - gracejou o Musi
Todos se riram com a situação, depois o Musi convidou o Mocho Quim para jantar em casa deles.
No final do jantar o Musi lembrou-se que o Texugo Mário também tinha ganho um telemóvel.
- Ó Mocho Quim sabes o número do Texugo Mário? Gostava de lhe telefonar.
- Tenho sim, deve estar pra aqui algures! deixa cá ver!
Depois de encontrarem o número, telefonaram ao Texugo Mário e ficaram horas a conversar ao telemóvel. Primeiro falou o Musi, depois falou a Musa e no final falou o Mocho Quim. Há muito tempo que não tinham notícias uns dos outros e era bom poderem conversar e matar saudades.
Ficaram a saber que a Doninha Elisabete e o Pica Pau Estanislau também têm um telemóvel!
- Vou fazer uma lista de amigos que têm telemóvel para depois lhes telefonar! - Disse a Musa.
- Assim já podemos conversar com os nossos amigos quando nos apetecer e marcar jantares em nossa casa - disse a Musi.
- Então e eu!! Não se esqueçam de mim - disse o Mocho Quim- Eu não tenho telemóvel mas gosto muito de conversar com vocês .... e dos vossos jantares também!!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alecrim

O ano passado um passarinho
voou por cima do jardim.
Trazia no bico uma semente
que deixou cair perto de mim.
E a pequenina semente,
se a memória não me mente,
transformou-se num bonito Alecrim.

O Alecrim tinha folhinhas verdes,
flores cor de lavanda pequenas.
Perfumava todo o jardim.
Fazia-me sentir um mecenas.
O Alecrim já lá não está.
Foi arrancado pelo marajá
que no lugar ergueu uma antena!

De olhos postos no céu,
Espero ver o passarico
a voar de novo pelo jardim.
Talvez traga a semente no bico,
a deixe cair perto de mim
e cresça de novo no jardim
o Alecrim que me fez rico.

sábado, 30 de abril de 2011

Os ovos do Coelhinho

Era uma vez um coelhinho
que vivia numa toca
mesmo por baixo
da horta do Sr. Juca

O coelhinho, maroto,
comia as cenouras
da horta do Sr. Juca
que ficava cá com umas ouras!

O Sr. Juca dizia:
- Onde andas coelhinho?
Se um dia destes te apanho,
vou-te guisar bem guisadinho!

O coelhinho, esperto,
escapava sempre às armadilhas
era tão rápido, tão rápido,
parecia que tinha pilhas!

Um dia o Sr. Juca
recebeu uma bela noticia
ia ser avô de um rapaz.
orgulho como este ninguém atiça.

Decidiu dar-lhe um presente
como era pobre nada tinha para dar.
Apenas os legumes da horta
que o coelhinho tanto gostava de papar

O coelhinho ao ver o Sr. Juca triste
decidiu ajudá-lo para o compensar
pelas cenouras que tinha comido
tão depressa e sem pensar.

Rápido como era
saltou da toca até ao galinheiro
e tirou de lá uma dúzia de ovos
e pintou-os com dúzias de cores, primeiro.

Depois colocou os ovos numa cesta
e de noite sem ninguém ver
colocou-os no canto da cama
para o Sr. Juca os ver ao amanhecer!

O sr. Juca quando acordou
deu um salto de espanto
tantos ovos numa cesta
tão coloridos e a um canto!

Serão para mim?
quem os teria deixado?
Já sei! Vou dá-los ao meu neto.
E não vou dizer que foi achado.

O coelhinho no outro dia
Ficou muito contente
por o Sr. Juca ter saido com a cesta
para levá-lo ao neto de presente.

E também porque assim
Ficou sozinho na horta
a comer as cenouras que tanto gosta.
Só que agora já não importa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Musi e a Primavera

As flores brotam dos ramos e pelo ar paira um doce aroma que contagia de alegria todos os habitantes do vale.
O Musi andava maravilhado com as flores que pintavam o vale na Primavera. Para ele não existiam flores mais bonitas do que aquelas que floriam no vale onde vivia.
O Musi adorava passear pela floresta e misturar-se no cocktail de aromas. Passava longas horas a contemplar as bonitas flores.
Sabia o nome de todas as flores do vale e conhecia as diferenças de cada uma, mesmo as mais imperceptíveis.
A Musa era sempre o alvo preferido de toda a aquela delicadeza e suavidade qque trazia a Primavera.
- O ano passado o Musi levou-me até ao cume da montanha para ver uma Orquídea raríssima! Foi um passeio tão bonito. O que surpresa me vai preparar agora? - pensava a Musa para consigo.
Pelo vale floriam lindas Japoneiras com as sua camélias vermelhas e magnólias rosadas entre outras árvores ornamentais que começavam a lançar os seus rebentos pelo vale.
O Musi entrou em casa a correr! Tinha as mãos atrás das costas.
A Musa olhou para ele e os seus olhos brilharam!
O Musi tirou as mãos de trás das costas e deu a conhecer o que tinha escondido. Era uma linda rosa vermelha.
- Que linda flor Musi. É para mim?
- Colhi no vale esta manhã! E a sua cor é do mais puro vermelho que existe no vale .Cortei-a para ti.
- Da próxima vez não deves cortar as flores! - Disse a Musa
- Porquê? - disse o Musi
- Porque assim estás a tirar a vida a um ser. - disse a Musa
- Só a cortei porque achei que ficava mais bonita na jarra que te dei! - disse o Musi
- Eu prefiro passar pelo caminho e vê-la todos os dias com a sua cor vermelha e viva do que a ver cortada e separada das outras rosas e enfiada numa jarra!
- Quer dizer que não gostaste da minha surpresa? - perguntou o Musi
- Não. Adorei, só que prefiro passear pelo vale e ver as flores a crescer naturalmente.
- Ok. - disse o Musi
Então o Musi colocou a rosa na jarra e pensou sobre o que lhe tinha dito a musa.
Aprendeu que não deve cortar as flores do bosque porque elas são muito mais bonitas no seu ambiente natural.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A sapa e o sapinho

Estava o sapo sapinho
a descansar no charco
quando chegou a sapa
no seu belo barco.

"Que fazes sapo sapinho?
Sai da frente para passar o meu barco.
Ai é tão bela a paisagem daqui,
que não quero mais esse charco."

O sapo sapinho coaxou
num tom tão alto.
Que fez uma enorme onda
e virou o belo barco.

"Podes ter um belo barco
e daí veres a bonita paisagem.
Este charco é para se viver!
Não é um ponto de passagem.

Andar de barco enjoa-me.
Gosto de me esconder nos caniços
rebolar pela lama, cantar ao luar
e comer belos petiscos."

"Sapo sapinho
que belo é o teu coaxar.
Quero ir para junto de ti
e este barco abandonar!"

domingo, 30 de janeiro de 2011

Musi e o boneco de neve!

O Sol levantava-se e começava a colorir o céu de Azul. Os tímidos raios de sol começavam a aquecer o vale silencioso.
Os animais ainda dormiam e ao longe ouvia-se um galo a cantar.
- Brrr!!! Hoje está muito frio. - disse o Musi
Dito isto levantou-se da cama, subiu a persiana e olhou pela janela.
- Está a começar a nevar! Se continuar assim saio de casa para fazer um boneco de neve - disse o Musi. A Musa virou-se para o outro lado da cama mal os raios de sol entraram pela janela no quarto.
Do céu caíam frágeis flocos de neve que polvilhavam a montanha de branco. Floco a floco a neve esbatia o verde da montanha, cobrindo-a com um enorme manto branco.
Musi adorava neve e sobretudo de fazer bonecos de neve.
O ano passado fizera um boneco de neve com duas bolas. Só que não se aguentou durante muito tempo. Derreteu-se assim que os raios de sol cedo se escaparam por entre as nuvens.
- Este ano tenho de conseguir fazer um boneco ainda maior. - Pensou com os seus botões.
Dito isto correu para o telefone e telefonou ao seu amigo Mocho.
- Tá lá! Mocho Quim? é o Musi... olha está a nevar! Vamos para a rua fazer um boneco de neve! Sim, como o do ano passado. Este ano vamos conseguir fazer um ainda maior.
Onde? no Carvalho perto do prado.... ok. Vou telefonar à Doninha Elisabete e ao Texugo Mário. Encontramo-nos lá daqui a meia-hora.
O musi cantarolava alegremente pela casa.
- Vou fazer um boneco! Vou fazer um boneco!
- Vê lá se te calas Musi. para além de me acordares cantas muito mal! - disse muito ensonada a Musa.
Musi nen ouviu e saíu porta fora muito apressado.
Quando o Musi chegou ao Carvalho já estavam lá todos os seus amigos.
- Olá malta! Trouxe uma cenoura, para fazermos o nariz e dois botões para os olhos. - disse o Musi.
- Olá Musi, que bom. Nós trouxemos um chapéu e um cachecol. - disseram os amigos
- Só falta arranjar com que fazer a boca! - disse o Musi
- Isso trouxe eu! - disse Musa
- Pensei que querias ficar na cama!! - disse o Musi muito espantado.
- Achas que perdia a oportunidade para fazer um boneco de neve? Nem pensar! - disse a Musa
- Que bom. Estamos cá todos. Vamos então começar! - disse o Musi
O Musi começou por fazer uma bola de neve bem pequenina. Depois com a ajuda da Musa, rebolaram a bola pequenina pelo chão e rapidamente se transformou numa enorme bola de neve.
O Mocho Quim, a Doninha Elisabete e o Texugo Mário fizeram o mesmo.
Seguia-se a parte mais difícil! Colocar as três enormes bolas umas em cima das outras.
Isso era tarefa para o Mocho Quim, pois era o único que conseguia voar.
O Mocho Quim com o seu voo certeiro e as suas fortes garras, empilhou as bolas de neve umas em cima das outras.
O boneco estava quase pronto, só faltava dar os retoques finais.
O Musi como era o mais leve trepou pelas bolas de neve e colocou o nariz de cenoura e os olhos de Botão. Seguiu-se o fio, que estampou um alegre sorriso na cara do Boneco de neve.
O Mocho Quim voou em direção à cabeça e colocou o chapéu. Depois voou em volta do boneco de neve e enrolou o cachecol em torno do pescoço.
Contentes os cinco amigos sentaram-se a contemplar aquela maravilhosa obra de arte.
- Conseguimos fazer um boneco de neve bem maior do que o ano passado. - disse o Musi
- E está muito mais bonito também! O do ano passado estava todo torto e derreteu logo. - disse o Texugo Mário.
- Que nome lhe damos? - perguntou a Musa
- O Barrigudo! porque tem três bolas. - sugeriu a Doninha Elisabete
Todos concordaram com o nome.
Estafados os cinco amigos regressaram às suas casas deixando o Barrigudo na companhia do velho carvalho.