O cantar do melro anunciava os primeiros raios de sol. O dia estava a nascer e o vale ganhava cor e movimento.
O Musi e a Musa, ainda dormiam, na toca, à beira-rio, quando de repente, sentiram o chão a tremer!
- Ó Musi, pára quieto, assim não consigo dormir! - disse a Musa ensonada.
- Não me mexi! está aqui qualquer coisa debaixo do chão!!! - Disse assustado o Musi!
Os dois deram um pulo da cama e encostaram-se à parede. O solo estava a mexer-se!!
Mesmo por baixo da cama do Musi e da Musa levantou-se um pequeno monte de terra, e, para espanto dos dois, saiu de lá um pequenino animal de pêlo cinzento, com um focinho acastanhado mas não tão grande como deles!
- Humm! Bolas... errei outra vez! - disse o pequenino animal, enquanto tirava a terra do focinho com as suas garras.
- É claro que te enganaste! Acabaste de me estragar a cama e fizeste um enorme buraco no chão da minha toca!!- Disse irado o Musi
O pequeno animal não ouviu o que o Musi tinha dito. Continuava a dizer que se tinha enganado e começou a fazer cálculos e mais cálculos em voz alta.
- Olha Musi, ele não tem olhos, não nos consegue ver! - disse espantada a Musa
- Eu tenho olhos, só que estão escondidos debaixo do pêlo! - interrompeu os seus cálculos para responder.
- Então devias cortar o pêlo! Assim já podes ver por onde andas! - disse o Musi
- Não me servia de nada! Debaixo da terra não há luz e com olhos não consigo ver nada. Em vez dos olhos eu tenho um olfacto e uma audição muito apuradas. Só pelo olfacto consigo detectar que vocês são dois musaranhos-de-água! E pelo vosso tom de voz digo que são um macho e uma fêmea, portanto um casalinho!
- Uau!!! - disseram espantados - desta vez não te enganaste! E porque é que andas debaixo da terra?
- Bem, é que eu gosto muito de comer minhocas e em vez de ficar à espera que elas saiam da terra, faço túneis para ir atrás delas!
- Túneis!? - disse o Musi interessado!
- Sim, estava a escavar um túnel para chegar até ao prado, porque lá há mais minhocas. Só que fiz mal os cálculos e vim ter a vossa casa!Mas não se preocupem que eu tapo tudo! - Disse o pequeno animal.
- Não faz mal. - disse a Musa
- Oh, que falta de educação a minha, ainda não me apresentei, eu sou a Covas e sou uma Toupeira.
- Eu sou a Musa e este é o Musi, e vivemos nesta toca à beira rio. O prado não fica muito longe e se quiseres podemos levar-te até lá!!
- Não é preciso, eu tenho de continuar a fazer o meu túnel!
- Vais fazer um túnel para o prado?Mas isso é genial! - disse o Musi.
- Pois é!! Depois, no inverno, quando os campos estiverem cheios de neve, iríamos pelo túnel para brincar no prado e visitar os nossos amigos! - disse a Musa.
- Precisas de ajuda? - perguntou o Musi
A Toupeira Covas não ouviu! Estava concentradíssima nos seus cálculos. Somava e subtraía , calculava distâncias e comprimentos. Tentava perceber onde é que se tinha enganado.
A Musa e o Musi olhavam para a sua nova amiga. Reparavam na sua estranha aparência e nas enormes mãos que ela tinha. Eram brancas e tinham umas unhas grandes e fortes, pareciam garras. Devia ser para escavar a terra e fazer os túneis que ela tanto gostava, pensaram!
- Aha! já sei onde é que me enganei. - disse de repente a Covas - Foi à beira da raiz do carvalho, deveria ter continuado a escavar em frente durante mais cinco metros! em vez disso virei à direita e vim ter a vossa casa. Agora se escavar mais 5 metros, em direcção ao Sul, devo chegar ao prado
- Precisas de ajuda? - repetiu o Musi
- Se me quiserem ajudar, podem a retirar a terra do túnel! - disse a Covas
E assim o Musi e a Musa ajudaram a Covas a construir o túnel até ao prado. A Covas com as suas enormes garras ia escavando a terra! Ela escavava a terra com tanta rapidez e agilidade que a Musa e o Musi não tinham mãos a medir para tirar tanta terra! De vez em quando, a Covas fazia uma pausa, não porque estivesse cansada, mas porque encontrava uma minhoca e deliciava-se a comê-la. No final do dia o túnel já estava construído e os cálculos que a Toupeira Covas fez estavam certíssimos.
O Musi e a Musa ficaram muito contentes com o túnel que saia de sua casa e ia até ao prado. O Túnel ia dar-lhes muito jeito no inverno.
- Depois passa em nossa casa! Vou fazer uma tarte de minhocas só para ti! - disse a Musi
- Humm! Que delicia, nem precisas de chamar por mim, mal te ouça a mecher nos tachos eu venho logo!- disse Toupeira Covas
O Musi e a Musa, ainda dormiam, na toca, à beira-rio, quando de repente, sentiram o chão a tremer!
- Ó Musi, pára quieto, assim não consigo dormir! - disse a Musa ensonada.
- Não me mexi! está aqui qualquer coisa debaixo do chão!!! - Disse assustado o Musi!
Os dois deram um pulo da cama e encostaram-se à parede. O solo estava a mexer-se!!
Mesmo por baixo da cama do Musi e da Musa levantou-se um pequeno monte de terra, e, para espanto dos dois, saiu de lá um pequenino animal de pêlo cinzento, com um focinho acastanhado mas não tão grande como deles!
- Humm! Bolas... errei outra vez! - disse o pequenino animal, enquanto tirava a terra do focinho com as suas garras.
- É claro que te enganaste! Acabaste de me estragar a cama e fizeste um enorme buraco no chão da minha toca!!- Disse irado o Musi
O pequeno animal não ouviu o que o Musi tinha dito. Continuava a dizer que se tinha enganado e começou a fazer cálculos e mais cálculos em voz alta.
- Olha Musi, ele não tem olhos, não nos consegue ver! - disse espantada a Musa
- Eu tenho olhos, só que estão escondidos debaixo do pêlo! - interrompeu os seus cálculos para responder.
- Então devias cortar o pêlo! Assim já podes ver por onde andas! - disse o Musi
- Não me servia de nada! Debaixo da terra não há luz e com olhos não consigo ver nada. Em vez dos olhos eu tenho um olfacto e uma audição muito apuradas. Só pelo olfacto consigo detectar que vocês são dois musaranhos-de-água! E pelo vosso tom de voz digo que são um macho e uma fêmea, portanto um casalinho!
- Uau!!! - disseram espantados - desta vez não te enganaste! E porque é que andas debaixo da terra?
- Bem, é que eu gosto muito de comer minhocas e em vez de ficar à espera que elas saiam da terra, faço túneis para ir atrás delas!
- Túneis!? - disse o Musi interessado!
- Sim, estava a escavar um túnel para chegar até ao prado, porque lá há mais minhocas. Só que fiz mal os cálculos e vim ter a vossa casa!Mas não se preocupem que eu tapo tudo! - Disse o pequeno animal.
- Não faz mal. - disse a Musa
- Oh, que falta de educação a minha, ainda não me apresentei, eu sou a Covas e sou uma Toupeira.
- Eu sou a Musa e este é o Musi, e vivemos nesta toca à beira rio. O prado não fica muito longe e se quiseres podemos levar-te até lá!!
- Não é preciso, eu tenho de continuar a fazer o meu túnel!
- Vais fazer um túnel para o prado?Mas isso é genial! - disse o Musi.
- Pois é!! Depois, no inverno, quando os campos estiverem cheios de neve, iríamos pelo túnel para brincar no prado e visitar os nossos amigos! - disse a Musa.
- Precisas de ajuda? - perguntou o Musi
A Toupeira Covas não ouviu! Estava concentradíssima nos seus cálculos. Somava e subtraía , calculava distâncias e comprimentos. Tentava perceber onde é que se tinha enganado.
A Musa e o Musi olhavam para a sua nova amiga. Reparavam na sua estranha aparência e nas enormes mãos que ela tinha. Eram brancas e tinham umas unhas grandes e fortes, pareciam garras. Devia ser para escavar a terra e fazer os túneis que ela tanto gostava, pensaram!
- Aha! já sei onde é que me enganei. - disse de repente a Covas - Foi à beira da raiz do carvalho, deveria ter continuado a escavar em frente durante mais cinco metros! em vez disso virei à direita e vim ter a vossa casa. Agora se escavar mais 5 metros, em direcção ao Sul, devo chegar ao prado
- Precisas de ajuda? - repetiu o Musi
- Se me quiserem ajudar, podem a retirar a terra do túnel! - disse a Covas
E assim o Musi e a Musa ajudaram a Covas a construir o túnel até ao prado. A Covas com as suas enormes garras ia escavando a terra! Ela escavava a terra com tanta rapidez e agilidade que a Musa e o Musi não tinham mãos a medir para tirar tanta terra! De vez em quando, a Covas fazia uma pausa, não porque estivesse cansada, mas porque encontrava uma minhoca e deliciava-se a comê-la. No final do dia o túnel já estava construído e os cálculos que a Toupeira Covas fez estavam certíssimos.
O Musi e a Musa ficaram muito contentes com o túnel que saia de sua casa e ia até ao prado. O Túnel ia dar-lhes muito jeito no inverno.
- Depois passa em nossa casa! Vou fazer uma tarte de minhocas só para ti! - disse a Musi
- Humm! Que delicia, nem precisas de chamar por mim, mal te ouça a mecher nos tachos eu venho logo!- disse Toupeira Covas