- Porra!!! Este ano vocês estão muito mais pesadas - Disse a mesa da noite de consoada - Quase não me aguento em pé!
- Concordo contigo. Não há espaço para nada. Chega-te para lá. - Disse o rabugento queijo da serra para o prato de nozes
- O que é que estão a fazer aqui os pirosos dos salgadinhos? - disse a Aletria
- Pirosa és tu com esses fios de canela que mais parecem rugas. Já passaste à história ó amarelinha - Disse um arrebitado palito salgado
- Vá lá sejam educadas. Não quero confusões aqui na mesa. Afinal hoje é noite de consoada. - Disse o Bolo Rei.
- Parece que este ano foram convidados os maridos das filhas da dona Gertrudes. - disse uma Rabanada
- Então está tudo explicado. Como vai haver muita gente na casa, pimba, toca a encher-me com doçaria. - Gracejou a mesa da noite de consoada
- Não sei para que é que querem gelatina, mel e gomas. Retiram-me a atenção toda. - Disse a vaidosa Aletria
- Não sabes porque é que cá estamos? Então?!! É para sermos comidas, tal como tu! - Disse a Gelatina
- Então menina Gelatina! Não diga isso que é de muito mau gosto! - Disse o Bolo rei
- Acho que vi a filha mais nova da dona Gertrudes, a Beatriz, a rondar a mesa!- Alertou um figo seco.
- É verdade, também a vi ainda à bocado ao pé da porta da sala a olhar para nós! - Disse uma amêndoa
Todas doçuras da mesa ficaram alarmadas com aquele alerta. Tinham um medo terrível da menina Beatriz.
- Arre! Essa miúda é gulosa até dizer basta! - Disse uma rabanada.
- É capaz de nos comer a todas num abrir e fechar de olhos! - Disse a Aletria para o prato de gomas que estava ao lado.
- Calma meninas, o jantar de consoada ainda não começou e pelos vistos ainda vai demorar. - disse o Bolo Rei.
- Isso não interessa. O ano passado foi um verdadeiro massacre. Ainda não tinha começado o jantar e ela já tinham comido os sonhos todos. - disse um prato
- É verdade. Ela é uma autêntica devoradora de sonhos! - Disse a faca do queijo
Os sonhos tremeram ao ouvir aquele comentário!
- Ó não! Aí vem ela!! - Gritou assustada uma Noz
A Beatriz aproximou-se da mesa e arregalou os seus olhinhos de tão contente que estava.
Deu duas voltas à mesa para ver o posicionamento dos doces. A mesa tudo o que lea gostava, Rabanadas, Bolo Rei, Aletria, Queijo da serra, Amêndoas, Nozes, Gomas, Geleia, Tostas, Mel, Ovos Moles, e os seus preferidos os sonhos.... Então sem ninguém dar por nada. Chlép! comeu um e depois outro e outro e outro. Hummm! chlép
Um a um os sonhos foram sendo devorados pela menina Beatriz
E foi então que apareceu a dona Gertrudes!
- Beatriz, não podes comer os doces, ainda não começamos a consoar! Os doces são para o final da do jantar de consoada!
A Beatriz olhou para a mãe com o seu ar mais inocente e com a boca cheia de sonhos disse:
- Mas ó mãe eu só comi um pouquinho! - Respondeu como pode a Beatriz
A mãe na presença daquela figura lambuzada de açucar e canela desatou a rir.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O ratinho e o Pai Natal
Era uma vez um rato muito pequenino que vivia na casa do Pai Natal.
Era um ratinho muito pobre e como não tinha nenhum sitio para ir passava o tempo na casa do Pai Natal, escondido na sua toca, com medo que o descobrissem e o expulsassem para a rua.
Na noite de Natal a casa do Pai Natal estava uma barafunda.
Os Gnomos, embrulhavam os presentes com muita pressa, os Anões carregavam o trenó das renas com os presentes e as Renas não paravam de se queixar, pois estavam muito atrasadas e tinham de partir rapidamente para entregar dos presentes.
O ratinho estava à porta da sua toca e assistia a toda aquela inquietação.
As horas passaram e a casa do Pai Natal ficou vazia.
Todos tinham partido para entregar os presentes!
O ratinho, esperto como era, ao ver que a casa estava vazia, saiu da sua toca em busca de comida. Foi então que viu um enorme pedaço de queijo ao pé da lareira!
- Hummm que bom!!! E é logo queijo que é o que eu mais gosto! - disse o ratinho
Entretanto o ratinho ouviu alguém a chegar. Era o Pai Natal e os seus ajudantes que tinham regressado.
O ratinho, assustado, desatou a correr para sua toca com medo que o descobrissem.
- Pronto por hoje está feito. - disse o Pai Natal - Todos os meninos tem presentes nesta noite especial.
O ratinho, ao ouvir o Pai Natal disse com uma voz muito triste.
- Pois, todos tem presentes, menos eu!
- Oh! Oh! Oh! - riu-se o Pai Natal. Julgas que eu não sei que estás aí? Há já muito tempo que te vejo pequenino amigo. - disse o Pai Natal
- E vais espulsar-me de tua casa? - Perguntou muito assustado o ratinho
- É claro que não - disse o Pai Natal - Não faz mal nenhum em estares na minha casa. Até me fazes companhia.
Depois o Pai Natal vai ao bolso e tira uma pequena prenda e dá-a ao amigo rato.
- Vês como não me esqueci de ti. Toma o teu presente.
O rato ficou muito contente com o presente que o Pai Natal lhe deu. mais contente ficou por não ser expulso da casa do Pai Natal. A partir daquele dia, o ratimho, não teve mais medo que o de andar pela casa.
Até passou a ajudar o Pai Natal a embrulhar os presentes!
Era um ratinho muito pobre e como não tinha nenhum sitio para ir passava o tempo na casa do Pai Natal, escondido na sua toca, com medo que o descobrissem e o expulsassem para a rua.
Na noite de Natal a casa do Pai Natal estava uma barafunda.
Os Gnomos, embrulhavam os presentes com muita pressa, os Anões carregavam o trenó das renas com os presentes e as Renas não paravam de se queixar, pois estavam muito atrasadas e tinham de partir rapidamente para entregar dos presentes.
O ratinho estava à porta da sua toca e assistia a toda aquela inquietação.
As horas passaram e a casa do Pai Natal ficou vazia.
Todos tinham partido para entregar os presentes!
O ratinho, esperto como era, ao ver que a casa estava vazia, saiu da sua toca em busca de comida. Foi então que viu um enorme pedaço de queijo ao pé da lareira!
- Hummm que bom!!! E é logo queijo que é o que eu mais gosto! - disse o ratinho
Entretanto o ratinho ouviu alguém a chegar. Era o Pai Natal e os seus ajudantes que tinham regressado.
O ratinho, assustado, desatou a correr para sua toca com medo que o descobrissem.
- Pronto por hoje está feito. - disse o Pai Natal - Todos os meninos tem presentes nesta noite especial.
O ratinho, ao ouvir o Pai Natal disse com uma voz muito triste.
- Pois, todos tem presentes, menos eu!
- Oh! Oh! Oh! - riu-se o Pai Natal. Julgas que eu não sei que estás aí? Há já muito tempo que te vejo pequenino amigo. - disse o Pai Natal
- E vais espulsar-me de tua casa? - Perguntou muito assustado o ratinho
- É claro que não - disse o Pai Natal - Não faz mal nenhum em estares na minha casa. Até me fazes companhia.
Depois o Pai Natal vai ao bolso e tira uma pequena prenda e dá-a ao amigo rato.
- Vês como não me esqueci de ti. Toma o teu presente.
O rato ficou muito contente com o presente que o Pai Natal lhe deu. mais contente ficou por não ser expulso da casa do Pai Natal. A partir daquele dia, o ratimho, não teve mais medo que o de andar pela casa.
Até passou a ajudar o Pai Natal a embrulhar os presentes!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O Musi e o Pica-pau
A tarde estava calma e o regato corria tranquilamente em direcção ao dique onde o Musi tomava banho.
O Musi mergulhava profundamente nas águas do dique. Ele adorava petiscar os pequenos girinos que brincavam no fundo arenoso do regato.
Um certo dia o Musi ouviu um barulho esquisito.
- "Toc, Toc, Toc!" "Toc, Toc, Toc"
Curioso como era, rápidamente partiu pelo bosque para descobrir de onde vinha aquele som.
O Musi percebeu que o som vinha do alto de uma das árvores do bosque, que ficava bem perto da sua casa.
Só que como era muito pequenino não conseguia a ver o que fazia aquele som. Apenas via bocadinhos de madeira a cair ao chão.
- "O que é que faz este barulho" - comentou com os seus botões o pequeno Musi.
- "É um Pica-pau" - respondeu uma jovem coruja que estava num ramo de uma árvore.
- "Um pica-pau?onde? tás a vê-lo?" perguntou o Musi
- "Sim, está mesmo ali no alto daquele carvalho" disse a jovem coruja
E nisto fez um voo picado, agarrou o Musi com as suas garras e sem o magoar pousaram sobre o ramo de um carvalho. Dali via-se muito bem o que o Pica-pau estava a fazer.
-"Oh! porque é que o Pica-Pau está a bater com a cabeça na árvore? está chateado com a sua namorada?" - perguntou o Musi
- Não, está a construir o ninho onde vai viver durante o inverno! E usa o seu forte bico para abrir o buraco no tronco da árvore! - disse a jovem coruja
- "Ah, agora percebo de onde vem o barulho esquisito que ouvia." - exclamou o Musi
- "Olha, lá vem a sua namorada, vem ajudá-lo na construção do ninho. Vês como não estão chateados" - disse a jovem coruja
E ficaram os dois ali em cima da árvore a ver o jovem casal de pica-paus a construir o seu ninho.
E no final de tarde, quando os dois Pica-paus acabaram o seu ninho e o silêncio voltou ao bosque, a Coruja pegou no seu amigo Musaranho-de-água e levou-o de volta para casa.
- "Obrigado Coruja por me mostrares como é que o pica-pau faz o seu ninho." - disse o Musi
- "Não tens de quê, agora já sabes de onde vem o barulho. Não precisas de ficar preocupado" - disse a jovem coruja
E assim o Musi voltou para casa e contou à Musa a sua aventura.
- Não acredito, os Pica-Paus fazem o ninho dando cabeçadas nas árvores???" A Musa ficou espantadíssima
O Musi mergulhava profundamente nas águas do dique. Ele adorava petiscar os pequenos girinos que brincavam no fundo arenoso do regato.
Um certo dia o Musi ouviu um barulho esquisito.
- "Toc, Toc, Toc!" "Toc, Toc, Toc"
Curioso como era, rápidamente partiu pelo bosque para descobrir de onde vinha aquele som.
O Musi percebeu que o som vinha do alto de uma das árvores do bosque, que ficava bem perto da sua casa.
Só que como era muito pequenino não conseguia a ver o que fazia aquele som. Apenas via bocadinhos de madeira a cair ao chão.
- "O que é que faz este barulho" - comentou com os seus botões o pequeno Musi.
- "É um Pica-pau" - respondeu uma jovem coruja que estava num ramo de uma árvore.
- "Um pica-pau?onde? tás a vê-lo?" perguntou o Musi
- "Sim, está mesmo ali no alto daquele carvalho" disse a jovem coruja
E nisto fez um voo picado, agarrou o Musi com as suas garras e sem o magoar pousaram sobre o ramo de um carvalho. Dali via-se muito bem o que o Pica-pau estava a fazer.
-"Oh! porque é que o Pica-Pau está a bater com a cabeça na árvore? está chateado com a sua namorada?" - perguntou o Musi
- Não, está a construir o ninho onde vai viver durante o inverno! E usa o seu forte bico para abrir o buraco no tronco da árvore! - disse a jovem coruja
- "Ah, agora percebo de onde vem o barulho esquisito que ouvia." - exclamou o Musi
- "Olha, lá vem a sua namorada, vem ajudá-lo na construção do ninho. Vês como não estão chateados" - disse a jovem coruja
E ficaram os dois ali em cima da árvore a ver o jovem casal de pica-paus a construir o seu ninho.
E no final de tarde, quando os dois Pica-paus acabaram o seu ninho e o silêncio voltou ao bosque, a Coruja pegou no seu amigo Musaranho-de-água e levou-o de volta para casa.
- "Obrigado Coruja por me mostrares como é que o pica-pau faz o seu ninho." - disse o Musi
- "Não tens de quê, agora já sabes de onde vem o barulho. Não precisas de ficar preocupado" - disse a jovem coruja
E assim o Musi voltou para casa e contou à Musa a sua aventura.
- Não acredito, os Pica-Paus fazem o ninho dando cabeçadas nas árvores???" A Musa ficou espantadíssima
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O Gato pingado (segunda versão)
Havia uma vez, num monte grande perdido no meio de montes mais pequenos, duas aldeias isoladas de tudo. A aldeia, que ficava do lado esquerdo do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos tinha uma casa e uma eira muito grande. Nesta aldeia vivia uma velha que ficava sentada num banco de madeira o dia todo.
Na outra aldeia, que ficava do lado direito do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos, havia só uma casa pequenina. Nesta casa vivia uma velha que gostava de visitar a sua amiga velha da aldeia do lado esquerdo do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
A Velha levantava-se bem cedinho todos os dias, quando o sol se preparava para tingir o céu escuro de amarelo e seguia pelo único caminho que existia no monte para visitar a velha da outra aldeia. Ao chegar à aldeia a velha sentava-se com a outra velha e juntas ficavam a cantar na eira da casa. E cantavam o dia todo. Cantavam melodias de tempos em que havia mais casas e mais aldeias no monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
E bem ao final da tarde quando o Sol tingia o céu azul de laranja as velhas paravam de cantar e voltavam para as suas casas.
Faziam isto todos os dias e apesar de serem as únicas habitantes das aldeias do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos, as velhas cantavam para os animais que lhes faziam companhia.
Todos os animais adoravam aquela cantoria e alguns passarinhos e outros animais mais afinados juntavam-se às velhas e ficavam ali a cantar o dia todo.
Até que um dia no carreiro que a velha percorria todos os dias apareceu um Gato!
A velha olhou para o Gato, este estava sentado em cima de uma pedra na margem do caminho. Era um Gato preto como a noite e tinha uma mancha branca na testa que parecia uma pinga!
- Que queres tu Gato? vai-te embora! - Disse-lhe a velha.
- Para onde vais? - perguntou o Gato
- Vou para a outra aldeia, estão à minha espera e já estou atrasada! Sai-te... não me faças perder tempo! - Disse a velha
- Posso ir contigo? - Disse o Gato
- Se quiseres vir podes vir! ninguém te impede.
E seguiram pelo caminho até à outra aldeia.
Ao chegarem à outra aldeia a velha juntou-se à outra velha e juntas começaram a cantar!
O Gato deitou-se no chão da eira e ficou ali a tarde toda a ouvir aquelas bonitas canções.
Quando o sol começou a tingir o céu azul de laranja as velhas pararam de cantar e preparavam-se para ir embora.
- Porque pararam? – perguntou o Gato
- Porque já é hora de ir embora! - disseram as velhas
- Podiam cantar também de noite. Não querem cantar também de noite? - perguntou o Gato.
- Queremos mas não podemos. Quando a noite vem temos que voltar para casa senão comem-nos a língua e depois não podemos cantar!
- E se eu não voltar para casa também me comem a língua? – perguntou o Gato
- Isso não sei. Porque não ficas cá fora para saberes? – disse-lhe a velha
E nisto pôs-se a caminhar pelo carreiro de volta para casa que ficava na aldeia do lado esquerdo do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
Na manhã seguinte quando o sol se preparava para tingir o céu escuro de amarelo a velha fez-se ao caminho para a aldeia vizinha.
Pelo caminho encontrou novamente o Gato que estava sentado numa pedra.
- Então gato ainda aí estás? Sai-te da minha frente que já vou atrasada. – disse-lhe a velha.
E o gato não falou.
Desceu a pedra e seguiu a velha até à aldeia.
Ao chegar à eira da casa a velha disse ao gato.
- Então não falas? Não me digas que ficaste cá fora durante a noite e comeram-te a língua.
O gato não falou e em vez disso miou!
- Bem te disse que se ficasses cá fora iam-te comer a língua. Agora vais ter que saber onde está a tua língua!
O gato percebeu que sem língua não podia falar e que não o podiam entender!!
O gato miou outravês e foi-se embora.
Pensa-se que o gato ainda anda pelo monte grande perdido no meio de montes mais pequenos à procura da língua para poder falar com as velhas!
Na outra aldeia, que ficava do lado direito do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos, havia só uma casa pequenina. Nesta casa vivia uma velha que gostava de visitar a sua amiga velha da aldeia do lado esquerdo do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
A Velha levantava-se bem cedinho todos os dias, quando o sol se preparava para tingir o céu escuro de amarelo e seguia pelo único caminho que existia no monte para visitar a velha da outra aldeia. Ao chegar à aldeia a velha sentava-se com a outra velha e juntas ficavam a cantar na eira da casa. E cantavam o dia todo. Cantavam melodias de tempos em que havia mais casas e mais aldeias no monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
E bem ao final da tarde quando o Sol tingia o céu azul de laranja as velhas paravam de cantar e voltavam para as suas casas.
Faziam isto todos os dias e apesar de serem as únicas habitantes das aldeias do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos, as velhas cantavam para os animais que lhes faziam companhia.
Todos os animais adoravam aquela cantoria e alguns passarinhos e outros animais mais afinados juntavam-se às velhas e ficavam ali a cantar o dia todo.
Até que um dia no carreiro que a velha percorria todos os dias apareceu um Gato!
A velha olhou para o Gato, este estava sentado em cima de uma pedra na margem do caminho. Era um Gato preto como a noite e tinha uma mancha branca na testa que parecia uma pinga!
- Que queres tu Gato? vai-te embora! - Disse-lhe a velha.
- Para onde vais? - perguntou o Gato
- Vou para a outra aldeia, estão à minha espera e já estou atrasada! Sai-te... não me faças perder tempo! - Disse a velha
- Posso ir contigo? - Disse o Gato
- Se quiseres vir podes vir! ninguém te impede.
E seguiram pelo caminho até à outra aldeia.
Ao chegarem à outra aldeia a velha juntou-se à outra velha e juntas começaram a cantar!
O Gato deitou-se no chão da eira e ficou ali a tarde toda a ouvir aquelas bonitas canções.
Quando o sol começou a tingir o céu azul de laranja as velhas pararam de cantar e preparavam-se para ir embora.
- Porque pararam? – perguntou o Gato
- Porque já é hora de ir embora! - disseram as velhas
- Podiam cantar também de noite. Não querem cantar também de noite? - perguntou o Gato.
- Queremos mas não podemos. Quando a noite vem temos que voltar para casa senão comem-nos a língua e depois não podemos cantar!
- E se eu não voltar para casa também me comem a língua? – perguntou o Gato
- Isso não sei. Porque não ficas cá fora para saberes? – disse-lhe a velha
E nisto pôs-se a caminhar pelo carreiro de volta para casa que ficava na aldeia do lado esquerdo do monte grande perdido no meio de montes mais pequenos.
Na manhã seguinte quando o sol se preparava para tingir o céu escuro de amarelo a velha fez-se ao caminho para a aldeia vizinha.
Pelo caminho encontrou novamente o Gato que estava sentado numa pedra.
- Então gato ainda aí estás? Sai-te da minha frente que já vou atrasada. – disse-lhe a velha.
E o gato não falou.
Desceu a pedra e seguiu a velha até à aldeia.
Ao chegar à eira da casa a velha disse ao gato.
- Então não falas? Não me digas que ficaste cá fora durante a noite e comeram-te a língua.
O gato não falou e em vez disso miou!
- Bem te disse que se ficasses cá fora iam-te comer a língua. Agora vais ter que saber onde está a tua língua!
O gato percebeu que sem língua não podia falar e que não o podiam entender!!
O gato miou outravês e foi-se embora.
Pensa-se que o gato ainda anda pelo monte grande perdido no meio de montes mais pequenos à procura da língua para poder falar com as velhas!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O MENINO QUE QUERIA COMPRAR O CÉU! (Segunda versão)
Esta é a história do menino que queria comprar o Céu.
Era uma vez um menino que gostava de olhar para o céu e ver as nuvens e desfilar pelo céu azul. Gostava de ver os pássaros a esvoaçar e a chilrear mesmo por cima da sua cabeça enquanto inspirava o doce odor das flores.
O menino gostava de ver os desenhos que as nuvens faziam, ele via animais, castelos, princesas que o namoravam, de vez em quando ele via monstros que não lhe faziam mal.
Ficava até que a luz do sol apagasse todos os desenhos e até que os pássaros deixassem de cantar. Depois ia para casa e adormecia.
Um dia, o menino ouviu um enorme barulho!
VUUUUMMMMMMMMM!
Viu os pássaros no ar a esvoaçar e os desenhos que ele tanto gostava a ficarem..... Esborratados e destruídos!
Mas afinal quem é que faz isto?
O menino foi embora, triste por ter que ouvir aquele barulho, triste porque um fumo branco destruía os lindos desenhos que as nuvens faziam, triste porque os passarinhos já não cantavam lindas melodias no seu caminho para casa.
Não! Assim não pode ser.... - pensava ele.
"Haverá forma de acabar com este horrível barulho?"
VUMMMMMMMMM! E mais VUMMMMMMMMM!
Todos os dias o menino acordava com o enorme ruído, ia para escola sozinho pois os pássaros e os animais que o acompanhavam estavam escondidos com medo.
Os bonitos desenhos que as nuvens faziam apareciam todos destruídos....
O menino andava triste...
Mas quem é que faz isto?
Decidiu ver o que era. O menino sabia que todos os dias de manhã e ao final da tarde o enorme barulho que tudo destruía ouvia-se lá do alto.
Decidiu então que no final da escola ia até o campo esperar para ver o que fazia aquele barulho. Porque é que estragava os desenhos das nuvens que ele tanto gostava e porque é que assustava os seus amigos pássaros.
Esperou sob uma enorme Árvore. Esperou e tornou a esperar e eis que lá no alto, bem lá no alto, apareceu o que parecia ser um enorme pássaro e ...... VUMMMMMMMM! um enorme rasto branco destruiu as nuvens e os seus desenhos. VUMMMMMMM! O barulho ensurdecedor assustava todos os animais!
“Que enorme pássaro é este de que todos tem medo?” – perguntou o menino
E porque é que assustas e destróis tudo por onde passas? – Gritou-lhe o menino em voz alta -
"É um avião" - piou-lhe o mocho que estava mesmo por cima dele poisado num galho.
“Um Gavião!!!? Não, não é! Um gavião não faz mal a ninguém e todos os pássaros o conhecem e não lhe tem medo.” – respondeu o menino
“Não é um Gavião, é um AVIÃO!” – disse o mocho – “Uma enorme máquina inventada pelos homens para conseguirem Voar.... Assim como nós os pássaros."
O menino ficou a pensar não percebia porque é que os homens queriam voar em aviões!! Se eles quisessem voar que façam como ele e que peçam aos passarinhos!"
O menino também não percebia porque é que o avião estava sempre a assustar os seus amigos animais e porque é que o avião não o deixava ver os desenhos que as nuvens faziam!
Tinha de haver uma forma de voltar a ver os desenhos e a ouvir os passarinhos que tanto o divertiam.
"Já sei, vou falar com o dono do céu... Vou pedir-lhe.... Vou pedir-lhe para não deixar passar os aviões "
“E se ele não quiser.... se ele não quiser... eu... eu... eu compro o céu! E ponho as aviões a voar noutro sitio!
E assim, foi....
Subiu a montanha mais alta, que encontrou. E ao chegar ao ponto mais alto da montanha, bem lá no alto chamou o dono do céu!
"Ó dono do céu!! "
"Eu quero falar contigo!"
Por breves momentos não se ouviu mais nenhum som, nem o som dos passarinhos... nem o barulho dos aviões....
Depois de um breve momento ouviu-se:
"Que queres?"- respondeu uma nuvem
"És tu o dono do céu?" - perguntou o menino
"O dono do céu? Ahahahah, o que lhe queres?– perguntou outra nuvem
"Quero pedir-lhe para não deixar passar os aviões..... " - gritou-lhe o menino.
"Infelizmente esse pedido não pode ser realizado! Os aviões também são importantes. Fazem algumas pessoas felizes" - disseram-lhe os raios do Sol
“Podes ter razão, mas fazem muito barulho e assustam os meus amigos passarinhos e destroem os bonitos desenhos que as nuvens fazem!” – Respondeu o menino.
De novo o silêncio caiu sobre a montanha. Apenas a leve brisa bailava por cima do menino!
E ele ficou a olhar aquele bailado que o divertia!
Depois, como ninguém lhe respondia.... o menino tornou a gritar:
Sabem que se o céu não tem dono é porque ainda ninguém o comprou... por isso eu vou comprar o céu. E não vou deixar que os aviões passem!
De novo instalou-se o silêncio
"Se o céu tivesse dono deixaria de ser céu!" – respondeu-lhe a brisa
E logo depois, no azul do céu, castelos, dragões, e princesas tomaram novamente forma.
O menino ficou muito contente! Há já muito tempo que não via os desenhos das nuvens!
Depois surgiram os passarinhos que cantavam belas melodias.
Há já também muito tempo que o menino não ouvia os passarinhos a cantar!
O menino estava muito contente com aquele espectáculo.
Agora o menino já não se importava com o barulho dos aviões. Do cimo da montanha ele não os conseguia ouvir!
Percebeu que sempre que quisesse ver os desenhos das nuvens, ouvir os passarinhos a cantar, bastava ir até aquele lugar.
O menino ficou muito contente por existirem lugares como aquele, onde não se ouviam os aviões.
E então deitou-se a contemplar os lindos desenhos, a brisa que bailava mesmo por cima da sua cabeça....
Até que por fim, embalado pela melodia dos passarinhos o menino adormeceu!
Era uma vez um menino que gostava de olhar para o céu e ver as nuvens e desfilar pelo céu azul. Gostava de ver os pássaros a esvoaçar e a chilrear mesmo por cima da sua cabeça enquanto inspirava o doce odor das flores.
O menino gostava de ver os desenhos que as nuvens faziam, ele via animais, castelos, princesas que o namoravam, de vez em quando ele via monstros que não lhe faziam mal.
Ficava até que a luz do sol apagasse todos os desenhos e até que os pássaros deixassem de cantar. Depois ia para casa e adormecia.
Um dia, o menino ouviu um enorme barulho!
VUUUUMMMMMMMMM!
Viu os pássaros no ar a esvoaçar e os desenhos que ele tanto gostava a ficarem..... Esborratados e destruídos!
Mas afinal quem é que faz isto?
O menino foi embora, triste por ter que ouvir aquele barulho, triste porque um fumo branco destruía os lindos desenhos que as nuvens faziam, triste porque os passarinhos já não cantavam lindas melodias no seu caminho para casa.
Não! Assim não pode ser.... - pensava ele.
"Haverá forma de acabar com este horrível barulho?"
VUMMMMMMMMM! E mais VUMMMMMMMMM!
Todos os dias o menino acordava com o enorme ruído, ia para escola sozinho pois os pássaros e os animais que o acompanhavam estavam escondidos com medo.
Os bonitos desenhos que as nuvens faziam apareciam todos destruídos....
O menino andava triste...
Mas quem é que faz isto?
Decidiu ver o que era. O menino sabia que todos os dias de manhã e ao final da tarde o enorme barulho que tudo destruía ouvia-se lá do alto.
Decidiu então que no final da escola ia até o campo esperar para ver o que fazia aquele barulho. Porque é que estragava os desenhos das nuvens que ele tanto gostava e porque é que assustava os seus amigos pássaros.
Esperou sob uma enorme Árvore. Esperou e tornou a esperar e eis que lá no alto, bem lá no alto, apareceu o que parecia ser um enorme pássaro e ...... VUMMMMMMMM! um enorme rasto branco destruiu as nuvens e os seus desenhos. VUMMMMMMM! O barulho ensurdecedor assustava todos os animais!
“Que enorme pássaro é este de que todos tem medo?” – perguntou o menino
E porque é que assustas e destróis tudo por onde passas? – Gritou-lhe o menino em voz alta -
"É um avião" - piou-lhe o mocho que estava mesmo por cima dele poisado num galho.
“Um Gavião!!!? Não, não é! Um gavião não faz mal a ninguém e todos os pássaros o conhecem e não lhe tem medo.” – respondeu o menino
“Não é um Gavião, é um AVIÃO!” – disse o mocho – “Uma enorme máquina inventada pelos homens para conseguirem Voar.... Assim como nós os pássaros."
O menino ficou a pensar não percebia porque é que os homens queriam voar em aviões!! Se eles quisessem voar que façam como ele e que peçam aos passarinhos!"
O menino também não percebia porque é que o avião estava sempre a assustar os seus amigos animais e porque é que o avião não o deixava ver os desenhos que as nuvens faziam!
Tinha de haver uma forma de voltar a ver os desenhos e a ouvir os passarinhos que tanto o divertiam.
"Já sei, vou falar com o dono do céu... Vou pedir-lhe.... Vou pedir-lhe para não deixar passar os aviões "
“E se ele não quiser.... se ele não quiser... eu... eu... eu compro o céu! E ponho as aviões a voar noutro sitio!
E assim, foi....
Subiu a montanha mais alta, que encontrou. E ao chegar ao ponto mais alto da montanha, bem lá no alto chamou o dono do céu!
"Ó dono do céu!! "
"Eu quero falar contigo!"
Por breves momentos não se ouviu mais nenhum som, nem o som dos passarinhos... nem o barulho dos aviões....
Depois de um breve momento ouviu-se:
"Que queres?"- respondeu uma nuvem
"És tu o dono do céu?" - perguntou o menino
"O dono do céu? Ahahahah, o que lhe queres?– perguntou outra nuvem
"Quero pedir-lhe para não deixar passar os aviões..... " - gritou-lhe o menino.
"Infelizmente esse pedido não pode ser realizado! Os aviões também são importantes. Fazem algumas pessoas felizes" - disseram-lhe os raios do Sol
“Podes ter razão, mas fazem muito barulho e assustam os meus amigos passarinhos e destroem os bonitos desenhos que as nuvens fazem!” – Respondeu o menino.
De novo o silêncio caiu sobre a montanha. Apenas a leve brisa bailava por cima do menino!
E ele ficou a olhar aquele bailado que o divertia!
Depois, como ninguém lhe respondia.... o menino tornou a gritar:
Sabem que se o céu não tem dono é porque ainda ninguém o comprou... por isso eu vou comprar o céu. E não vou deixar que os aviões passem!
De novo instalou-se o silêncio
"Se o céu tivesse dono deixaria de ser céu!" – respondeu-lhe a brisa
E logo depois, no azul do céu, castelos, dragões, e princesas tomaram novamente forma.
O menino ficou muito contente! Há já muito tempo que não via os desenhos das nuvens!
Depois surgiram os passarinhos que cantavam belas melodias.
Há já também muito tempo que o menino não ouvia os passarinhos a cantar!
O menino estava muito contente com aquele espectáculo.
Agora o menino já não se importava com o barulho dos aviões. Do cimo da montanha ele não os conseguia ouvir!
Percebeu que sempre que quisesse ver os desenhos das nuvens, ouvir os passarinhos a cantar, bastava ir até aquele lugar.
O menino ficou muito contente por existirem lugares como aquele, onde não se ouviam os aviões.
E então deitou-se a contemplar os lindos desenhos, a brisa que bailava mesmo por cima da sua cabeça....
Até que por fim, embalado pela melodia dos passarinhos o menino adormeceu!
sábado, 9 de outubro de 2010
Musi o Reboladeiro
O Sol iluminava todo o vale com os seus raios dourados e o canto dos passarinhos entoava por todo o vale.
Pelo ar uma leve brisa arrancava as folhas das árvores e deitava-as ao chão.
O Musi que era um musaranho d'água parecia brincar na água cristalina do Ribeiro! Rebolava pelas margens do ribeiro sob o olhar atento da Musa (uma linda musaranha), que da janela da toca lhe dava instruções - Mais rápido, mais rápido!
Nos últimos dias os treinos eram sempre assim. O Musi acordava e ia correr, depois ficava a rebolar pelas margens do ribeiro o resto da manhã.
Estava a treinar para o campeonato de "Rebola" que ia começar na próxima semana.
O Musi foi o campeão no ano passado e este ano também queria voltar a ganhar! Ele gostava muito deste desporto. Adorava rebolar pelas margens do ribeiro e mergulhar na água límpida do rio. E ele fazia-o muito depressa! Tão depressa que ficava muito tonto e todo sujo de lama.
O ano passado ficou à frente da segunda classificada a rela Pinchas que também é uma óptima reboladeira!
As bancadas estavam cheias para assistir ao campeonato de "Rebola". Todos os animais do vale estavam presentes e apoiavam os seus atletas favoritos.
O primeiro a rebolar era o caracol. O caracol demorou tanto tempo a começar que o árbrito decidiu iniciar a prova do segundo atleta o sapo parteiro Hernano.
O Hernano colocou-se na linha de partida e quando soou o apito do árbrito, deu um salto tão grande, tão grande que caiu directamente na água do ribeiro.
- É batota! É batota! Ele tem que fazer o percurso todo!! Gritava-se das bancadas.
O árbrito decidiu desclassificar o sapo parteiro Hernano por irregularidades.
Chamou o terceiro atleta o lagarto-dágua Bernardo.
Mal soou o apito do árbrito o lagarto de água Bernardo começou a correr pela pista, chegou ao ribeiro e rebolou margem abaixo até entrar na água.
Segundo o placard central o Lagarto-d'água Bernardo fez a prova em 15 segundos e 43 centésimas!
- Boa prova! - ouvia-se das bancadas.
O árbrito olhou para o caracol que ainda se estava a preparar para iniciar a sua prova!
A terceira atleta era a rela Pinchas. Uma das favoritas do público.
Ao apito do árbrito a Pinchas fez um arranque tão veloz que deixou para trás uma enorme nuvem de poeira! 10 segundos e 15 centésimas marcava o placard.
Um enorme Uauuu! ouviu-se das bancadas.
O árbrito assinalou um novo recorde de tempo no campeonato de Rebola!
O caracol estava a chegar à linha de partida quando o Musi começou a sua prova!
Ao soar o apito o Musi, ágil e pequeno como era, correu tão rápido tão rápido que ninguém o viu a passar! O publico só percebeu que o Musi tinha acabado a prova quando viram a água do ribeiro agitada.
A Musa gritava de contente nas bancadas e todos estavam espantados!
- Foi mais rápido do que a Pinchas. Nã Nã, a Pinchas é que foi mais rápida! - ouvia-se das bancadas.
Um enorme silêncio fez-se ouvir quando o placard mostrou o tempo do Toupas de 10 segundos e 15 centésimas. Exactamente o mesmo tempo que a rela Pinchas!
Nas bancadas discutia-se. Uns diziam que a Pinchas é que devia ganhar porque foi a primeira a fazer a prova. Outros diziam que o Musi é que era o campeão pois ele já tinha ganho o ano passado e também devia ganhar este ano. Outros diziam que se devia repetir o campeonato porque não podia haver dois vencedores de uma vez!
Instalou-se a barafunda nas bancadas. Todos discutiam!
Até que o árbrito decidiu quem seria o vencedor.
- Este ano vamos ter dois vencedores no campeonato de Rebola. A rela Pinchas e o musaranho d'água Musi porque fizeram o percurso no mesmo tempo. - disse o árbrito
Ouviu-se um murmúrio nas bancadas.
O Musi, como óptimo desportista que era, resolveu dar o campeonato à rela Pinchas. Ela é que merece o prémio - disse o Musi - Afinal de contas, ele já tinha ganho o ano passado e não precisava de ganhar dois anos seguidos!
E assim entregou a taça de campeão à rela Pinchas.
Nas bancadas ouviram-se vivas e urras!
Tinham encontrado um vencedor do campeonato de Rebola.
E o caracol?
No meio de toda esta confusão esqueceram-se do caracol na pista!!
O árbrito correu até à pista e não viu o caracol!! Foi até à margem também não o consegui ver! que é feito do caracol!?
Olhou em volta e lá ia ele ao fundo do caminho, lentamente a caminho horta!!!
Parece que a competição lhe fez fome!
Pelo ar uma leve brisa arrancava as folhas das árvores e deitava-as ao chão.
O Musi que era um musaranho d'água parecia brincar na água cristalina do Ribeiro! Rebolava pelas margens do ribeiro sob o olhar atento da Musa (uma linda musaranha), que da janela da toca lhe dava instruções - Mais rápido, mais rápido!
Nos últimos dias os treinos eram sempre assim. O Musi acordava e ia correr, depois ficava a rebolar pelas margens do ribeiro o resto da manhã.
Estava a treinar para o campeonato de "Rebola" que ia começar na próxima semana.
O Musi foi o campeão no ano passado e este ano também queria voltar a ganhar! Ele gostava muito deste desporto. Adorava rebolar pelas margens do ribeiro e mergulhar na água límpida do rio. E ele fazia-o muito depressa! Tão depressa que ficava muito tonto e todo sujo de lama.
O ano passado ficou à frente da segunda classificada a rela Pinchas que também é uma óptima reboladeira!
As bancadas estavam cheias para assistir ao campeonato de "Rebola". Todos os animais do vale estavam presentes e apoiavam os seus atletas favoritos.
O primeiro a rebolar era o caracol. O caracol demorou tanto tempo a começar que o árbrito decidiu iniciar a prova do segundo atleta o sapo parteiro Hernano.
O Hernano colocou-se na linha de partida e quando soou o apito do árbrito, deu um salto tão grande, tão grande que caiu directamente na água do ribeiro.
- É batota! É batota! Ele tem que fazer o percurso todo!! Gritava-se das bancadas.
O árbrito decidiu desclassificar o sapo parteiro Hernano por irregularidades.
Chamou o terceiro atleta o lagarto-dágua Bernardo.
Mal soou o apito do árbrito o lagarto de água Bernardo começou a correr pela pista, chegou ao ribeiro e rebolou margem abaixo até entrar na água.
Segundo o placard central o Lagarto-d'água Bernardo fez a prova em 15 segundos e 43 centésimas!
- Boa prova! - ouvia-se das bancadas.
O árbrito olhou para o caracol que ainda se estava a preparar para iniciar a sua prova!
A terceira atleta era a rela Pinchas. Uma das favoritas do público.
Ao apito do árbrito a Pinchas fez um arranque tão veloz que deixou para trás uma enorme nuvem de poeira! 10 segundos e 15 centésimas marcava o placard.
Um enorme Uauuu! ouviu-se das bancadas.
O árbrito assinalou um novo recorde de tempo no campeonato de Rebola!
O caracol estava a chegar à linha de partida quando o Musi começou a sua prova!
Ao soar o apito o Musi, ágil e pequeno como era, correu tão rápido tão rápido que ninguém o viu a passar! O publico só percebeu que o Musi tinha acabado a prova quando viram a água do ribeiro agitada.
A Musa gritava de contente nas bancadas e todos estavam espantados!
- Foi mais rápido do que a Pinchas. Nã Nã, a Pinchas é que foi mais rápida! - ouvia-se das bancadas.
Um enorme silêncio fez-se ouvir quando o placard mostrou o tempo do Toupas de 10 segundos e 15 centésimas. Exactamente o mesmo tempo que a rela Pinchas!
Nas bancadas discutia-se. Uns diziam que a Pinchas é que devia ganhar porque foi a primeira a fazer a prova. Outros diziam que o Musi é que era o campeão pois ele já tinha ganho o ano passado e também devia ganhar este ano. Outros diziam que se devia repetir o campeonato porque não podia haver dois vencedores de uma vez!
Instalou-se a barafunda nas bancadas. Todos discutiam!
Até que o árbrito decidiu quem seria o vencedor.
- Este ano vamos ter dois vencedores no campeonato de Rebola. A rela Pinchas e o musaranho d'água Musi porque fizeram o percurso no mesmo tempo. - disse o árbrito
Ouviu-se um murmúrio nas bancadas.
O Musi, como óptimo desportista que era, resolveu dar o campeonato à rela Pinchas. Ela é que merece o prémio - disse o Musi - Afinal de contas, ele já tinha ganho o ano passado e não precisava de ganhar dois anos seguidos!
E assim entregou a taça de campeão à rela Pinchas.
Nas bancadas ouviram-se vivas e urras!
Tinham encontrado um vencedor do campeonato de Rebola.
E o caracol?
No meio de toda esta confusão esqueceram-se do caracol na pista!!
O árbrito correu até à pista e não viu o caracol!! Foi até à margem também não o consegui ver! que é feito do caracol!?
Olhou em volta e lá ia ele ao fundo do caminho, lentamente a caminho horta!!!
Parece que a competição lhe fez fome!
domingo, 15 de agosto de 2010
A Formiga e a Cigarra
A cigarra canta alegre pelo caminho
os prazeres que a vida lhe traz
sem pensar
tal como o Barrabás.
A formiga segue pelo carreiro,
põe o seu trabalho em primeiro.
Encontram-se depois e conversam de coisas más.
os prazeres que a vida lhe traz
sem pensar
tal como o Barrabás.
A formiga segue pelo carreiro,
põe o seu trabalho em primeiro.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O canto misterioso
Todas as noites ouvia o vento a empurrar o vidro da janela de casa, o bater de uma porta, um carro a passar, uma discussão mais acesa, a chuva forte a bater no telhado e um canto que me parecia ser de pássaro.
Não consegui durante noites deixar de escutar o canto! Melódico e constante que me embalava e acompanhava nos sonhos!
Até que um dia resolvi! Tenho de pôr fim a esta doce tormenta. Tenho de descobrir que canto misterioso é este!
Dei por mim na praia, a escutar o canto de uma linda sereia, que acompanhado por um coro de peixes, há já longos dias me chamava!
Vem viver comigo! vem provar do meu amor e serás eternamente feliz! - Cantava docemente a sereia.
Sem hesitar entrei no mar, fez-se o silêncio.
Procurei a sereia mas já não escutava o seu canto, apenas o soar das ondas a trepar pela areia!
Despertei com um doce beijo!
Fundido por tamanho amor não mais voltei!
Não consegui durante noites deixar de escutar o canto! Melódico e constante que me embalava e acompanhava nos sonhos!
Até que um dia resolvi! Tenho de pôr fim a esta doce tormenta. Tenho de descobrir que canto misterioso é este!
Dei por mim na praia, a escutar o canto de uma linda sereia, que acompanhado por um coro de peixes, há já longos dias me chamava!
Vem viver comigo! vem provar do meu amor e serás eternamente feliz! - Cantava docemente a sereia.
Sem hesitar entrei no mar, fez-se o silêncio.
Procurei a sereia mas já não escutava o seu canto, apenas o soar das ondas a trepar pela areia!
Despertei com um doce beijo!
Fundido por tamanho amor não mais voltei!
O velho!
Era uma vez um velho que não sabia o que era o mar!
Ouvira dizer uma vez, quando ainda era moçoilo, por um amigo que passara na terra, que o mar era feito de água salgada e era tão grande que ocupava mais de metade da Terra.
O velho não quis acreditar. Se fosse assim tão grande porque é que ele nunca o tinha visto? E se era feito de tanta água porque é que ela não chega até à terra? Já que a água que tem não chega para regar as plantações de batatas e de trigo.
O mar para o velho até podia existir mas não era assim tão grande como o amigo que passara na terra dissera!
Com o passar do tempo o velho mudou a sua opinião acerca do mar. Até porque, diziam-lhe, as sardinhas que ele comia no verão eram apanhadas no mar por pescadores em cima de barcos a motor. Talvez fosse verdade porque ele nunca tinha visto sardinhas nas matas da lá terra!!
Agora aquilo dos barcos a motor com pescadores lá dentro é que já era mais difícil de perceber! Para ele tudo o que tem motor tem rodas e um cano de escape a deitar fumo!!
Até que um dia o velho foi ver o mar. Partiu numa excursão!
Finalmente ia ver se o mar existia!
De volta à terra o velho dizia maravilhas do mar.
Parece a presa lá da terra, só que maior e com mais água. Água ora azul, ora verde, que vai e vem, vá-se lá saber porquê e salgada como o diacho!! O que ele achava mais esquisito eram os carneiros a rebolar em cima da água! E os barcos a motor com pescadores lá dentro existiam realmente !
Agora que o mar ocupa mais de metade da terra isso é que é mentira!O velho dizia que o mar ocupa pouco mais do que dois ou três campos de trigo!Para o velho o mar tinha um fim. E esse era mesmo ali à frente dos seus olhos.
Ouvira dizer uma vez, quando ainda era moçoilo, por um amigo que passara na terra, que o mar era feito de água salgada e era tão grande que ocupava mais de metade da Terra.
O velho não quis acreditar. Se fosse assim tão grande porque é que ele nunca o tinha visto? E se era feito de tanta água porque é que ela não chega até à terra? Já que a água que tem não chega para regar as plantações de batatas e de trigo.
O mar para o velho até podia existir mas não era assim tão grande como o amigo que passara na terra dissera!
Com o passar do tempo o velho mudou a sua opinião acerca do mar. Até porque, diziam-lhe, as sardinhas que ele comia no verão eram apanhadas no mar por pescadores em cima de barcos a motor. Talvez fosse verdade porque ele nunca tinha visto sardinhas nas matas da lá terra!!
Agora aquilo dos barcos a motor com pescadores lá dentro é que já era mais difícil de perceber! Para ele tudo o que tem motor tem rodas e um cano de escape a deitar fumo!!
Até que um dia o velho foi ver o mar. Partiu numa excursão!
Finalmente ia ver se o mar existia!
De volta à terra o velho dizia maravilhas do mar.
Parece a presa lá da terra, só que maior e com mais água. Água ora azul, ora verde, que vai e vem, vá-se lá saber porquê e salgada como o diacho!! O que ele achava mais esquisito eram os carneiros a rebolar em cima da água! E os barcos a motor com pescadores lá dentro existiam realmente !
Agora que o mar ocupa mais de metade da terra isso é que é mentira!O velho dizia que o mar ocupa pouco mais do que dois ou três campos de trigo!Para o velho o mar tinha um fim. E esse era mesmo ali à frente dos seus olhos.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
O Gato pingado
Na aldeia abandonada da serra do Pernão, que fica do lado esquerdo da encosta da serra, quando se está de frente para o Sol e este está a nascer, morava uma velha.
Esta velha tinha por hábito caminhar em direcção à outra aldeia abandonada da encosta da serra do Pernão que fica do lado direito da serra quando se está de frente para o Sol e quando este está a nascer.
A Velha levantava-se bem cedinho todos os dias de manhã e seguia pelo único carreiro que existia na Serra em direcção à aldeia vizinha. Ao chegar à aldeia a velha juntava-se com outra velha e juntas ficavam a cantar. Cantavam o dia todo!
E quando o Sol tingia o céu azul de rosa as velhas paravam de cantar e regressavam a casa.
Faziam isto todos os dias e apesar de serem as únicas habitantes das aldeias da encosta da serra do Pernão, as velhas cantavam para os animais que lhes faziam companhia.
Todos os animais adoravam aquela cantoria e alguns passarinhos e outros animais mais afinados juntavam-se às velhas e ficavam ali a cantar o dia todo.
Até que um dia no carreiro que a velha percorria todos os dias apareceu um Gato!
A velha olhou para o Gato, este estava sentado em cima de uma pedra na margem do caminho. Era um Gato Branco como a neve e tinha uma mancha negra na testa que parecia uma pinga!
- Que queres tu Gato? vai-te embora! - Disse-lhe a velha.
- Para onde vais? - perguntou o Gato
- Vou para a outra aldeia, estão à minha espera e já estou atrasada! Sai-te... não me faças perder tempo! - Disse a velha
- Posso ir contigo? - Disse o Gato
- Se quiseres vir podes vir! ninguém te impede.
E seguiram pelo caminho até à outra aldeia.
Ao chegarem à outra aldeia a velha juntou-se à outra velha e juntas começaram a cantar!
O Gato sentou-se na soleira da porta e ficou ali a tarde toda a ouvir.
Quando o sol começou a tingir o céu azul de rosa as velhas pararam de cantar e preparavam-se para ir embora.
- Porque pararam? - disse o Gato
- Porque já é hora de ir embora! - disseram as velhas
- Podiam cantar também de noite. não querem cantar também de noite? - perguntou o Gato.
- Queremos mas não podemos. Só fomos feitas para cantar durante o dia - disseram as velhas
- Então vou transformar-vos em Dejays. Assim também podem cantar de noite - disse o Gato
E foi graças ao Gato, que os animais das aldeias abandonadas na encosta da serra do Pernão passaram a ouvir música durante o dia e também durante a noite.
Esta velha tinha por hábito caminhar em direcção à outra aldeia abandonada da encosta da serra do Pernão que fica do lado direito da serra quando se está de frente para o Sol e quando este está a nascer.
A Velha levantava-se bem cedinho todos os dias de manhã e seguia pelo único carreiro que existia na Serra em direcção à aldeia vizinha. Ao chegar à aldeia a velha juntava-se com outra velha e juntas ficavam a cantar. Cantavam o dia todo!
E quando o Sol tingia o céu azul de rosa as velhas paravam de cantar e regressavam a casa.
Faziam isto todos os dias e apesar de serem as únicas habitantes das aldeias da encosta da serra do Pernão, as velhas cantavam para os animais que lhes faziam companhia.
Todos os animais adoravam aquela cantoria e alguns passarinhos e outros animais mais afinados juntavam-se às velhas e ficavam ali a cantar o dia todo.
Até que um dia no carreiro que a velha percorria todos os dias apareceu um Gato!
A velha olhou para o Gato, este estava sentado em cima de uma pedra na margem do caminho. Era um Gato Branco como a neve e tinha uma mancha negra na testa que parecia uma pinga!
- Que queres tu Gato? vai-te embora! - Disse-lhe a velha.
- Para onde vais? - perguntou o Gato
- Vou para a outra aldeia, estão à minha espera e já estou atrasada! Sai-te... não me faças perder tempo! - Disse a velha
- Posso ir contigo? - Disse o Gato
- Se quiseres vir podes vir! ninguém te impede.
E seguiram pelo caminho até à outra aldeia.
Ao chegarem à outra aldeia a velha juntou-se à outra velha e juntas começaram a cantar!
O Gato sentou-se na soleira da porta e ficou ali a tarde toda a ouvir.
Quando o sol começou a tingir o céu azul de rosa as velhas pararam de cantar e preparavam-se para ir embora.
- Porque pararam? - disse o Gato
- Porque já é hora de ir embora! - disseram as velhas
- Podiam cantar também de noite. não querem cantar também de noite? - perguntou o Gato.
- Queremos mas não podemos. Só fomos feitas para cantar durante o dia - disseram as velhas
- Então vou transformar-vos em Dejays. Assim também podem cantar de noite - disse o Gato
E foi graças ao Gato, que os animais das aldeias abandonadas na encosta da serra do Pernão passaram a ouvir música durante o dia e também durante a noite.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Hoje vi uma centopeia a fugir a sete pés!
Estava eu preso numa teia
a debater-me com a vontade
de quem não queria ser
parte de um repasto de abade,
quando com pernas velozes uma centopeia
quis libertar-me pra não me ver na ceia
de uma aranha já de idade.
Então eis que uma gorducha
e amarelenta aranha
se lança sobre os dois petiscos.
A aranha e a centopeia no jogo da apanha
E eu enrredado e a esbracejar
até me conseguir libertar
e aterrar num chão de lenha.
a debater-me com a vontade
de quem não queria ser
parte de um repasto de abade,
quando com pernas velozes uma centopeia
quis libertar-me pra não me ver na ceia
de uma aranha já de idade.
Então eis que uma gorducha
e amarelenta aranha
se lança sobre os dois petiscos.
A aranha e a centopeia no jogo da apanha
E eu enrredado e a esbracejar
até me conseguir libertar
e aterrar num chão de lenha.
Rebuçados
Todos deviam ter rebuçados para comer. Comer rebuçados é tão importante que devia fazer parte da vida dos mais comuns mortais.
Um rebuçado é capaz de alegrar a face de muitos tristonhos que por este mundo se arrastam. A mim por exemplo! Quando como um rebuçado fico logo com um sorriso na face! Daqueles sorrisos incontroláveis perante tamanha lambarice.
Um rebuçado é também capaz de, depois de lentamente se derreter com a saliva, deixar muitos a pensar nele o resto do dia. A mim por exemplo! Quando como um rebuçado fico saborosamente contente pois gosto do denso e açucarado paladar, deixado pelo rebuçado, cada vez que degluto.
Contudo, os dentistas, que não gostam nada de rebuçados, dizem que comer rebuçados faz criar cáries e que os dentes acabam depois por cair, se não forem devidamente tratados.
Também o que é que isso importa! Não é preciso dentes para comer rebuçados....
Um rebuçado é capaz de alegrar a face de muitos tristonhos que por este mundo se arrastam. A mim por exemplo! Quando como um rebuçado fico logo com um sorriso na face! Daqueles sorrisos incontroláveis perante tamanha lambarice.
Um rebuçado é também capaz de, depois de lentamente se derreter com a saliva, deixar muitos a pensar nele o resto do dia. A mim por exemplo! Quando como um rebuçado fico saborosamente contente pois gosto do denso e açucarado paladar, deixado pelo rebuçado, cada vez que degluto.
Contudo, os dentistas, que não gostam nada de rebuçados, dizem que comer rebuçados faz criar cáries e que os dentes acabam depois por cair, se não forem devidamente tratados.
Também o que é que isso importa! Não é preciso dentes para comer rebuçados....
terça-feira, 1 de junho de 2010
Um catavento!
Não sei porquê mas todos os anos por esta altura a professora de ciências da minha escola vem sempre com a história de que hoje nos podemos portar mal.
É sempre a mesma coisa!
E todos os anos o Pedrinho desata a bater em toda a gente que vê... é mesmo chavalo o idiota!
Começou logo pela manhã a levantar as saias à Elisabete! ela correu a queixar-se à professora e ainda por cima levou um tabefe.
Depois foi a vez da Rita ser insultada! chamou-a de gorda e começou a dizer em voz alta que as cuecas dela eram feitas por encomenda porque não havia tamanho que lhe servisse!
E ninguém fez nada!
Depois virou-se para mim o estúpido... queria virar-me ao contrário para ver se eu tinha moedas nos bolsos. Não teve muita sorte!
Esvaziei os bolsos mesmo à frente dele e atirei-lhe com os meus bonecos do Naruto àquelas fuças! e depois fugi!
Não sei porque é que fazem isto! Podiam fazer todos como a minha professora de artes, que nos ensina a fazer coisas interessantes, como um catavento!
Isso sim é que é interessante! Fartei-me de correr no caminho para casa!
E nem a mochila que às vezes pesa como o diacho me pareceu atrapalhar desta vez! até dava mais lanço nas descidas para o catavento girar mais depressa!
Era ver o catavento a girar.
Terrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
É sempre a mesma coisa!
E todos os anos o Pedrinho desata a bater em toda a gente que vê... é mesmo chavalo o idiota!
Começou logo pela manhã a levantar as saias à Elisabete! ela correu a queixar-se à professora e ainda por cima levou um tabefe.
Depois foi a vez da Rita ser insultada! chamou-a de gorda e começou a dizer em voz alta que as cuecas dela eram feitas por encomenda porque não havia tamanho que lhe servisse!
E ninguém fez nada!
Depois virou-se para mim o estúpido... queria virar-me ao contrário para ver se eu tinha moedas nos bolsos. Não teve muita sorte!
Esvaziei os bolsos mesmo à frente dele e atirei-lhe com os meus bonecos do Naruto àquelas fuças! e depois fugi!
Não sei porque é que fazem isto! Podiam fazer todos como a minha professora de artes, que nos ensina a fazer coisas interessantes, como um catavento!
Isso sim é que é interessante! Fartei-me de correr no caminho para casa!
E nem a mochila que às vezes pesa como o diacho me pareceu atrapalhar desta vez! até dava mais lanço nas descidas para o catavento girar mais depressa!
Era ver o catavento a girar.
Terrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Rouxinois à conversa
Nos tempos que correm a crise serve-se todos os dias.Quentinha em pratos de barro com talheres de chumbo e em mesas esburacadas pelo caruncho.
Não há humano nenhum neste fétido lugar que não deixe cair lágrimas purulentas. Lamurias condescendentes que contaminam a vida de problemáticos dilemas.
A crise é para se viver largando tudo o resto e dedicando-se a ela.
O contágio é evidente.
Até os outros, os que perigosamente coabitam com esta espécie deprimentemente mortal lançam no ar os seus cantos preocupação .
- Esta crise veio para durar! Não achas?
- É verdade!A precariedade não escolhe géneros.
- Onde cai, abala mesmo.
- Olha vê tu que ainda no outro dia passei no bar do Pica....
- Nem se reconhece, também passei por lá ontem.
- Há uns anos atrás nem se punha lá o pé a esta hora.
- Pois era, sempre cheio! andorinhas, poupas, cotovias, melros, rouxinóis, rolas, pombos, todos juntos. O pica ficava louco, não tinhas asas a medir.
- Aquilo é que eram tempos! Pedíamos sempre um pires de larvas e dava para a noite toda.
- Belos tempos. sem dinheiro fazíamos a festa toda!
- E depois para terminar vinham os pardais a criar algazarra. O bar fechava sempre com o cabo mocho a prender dois ou três.
- E lembras-te da Poupa?!
- Ui!! que passarinha.
- Agora tá casada com um andorinhão! um passarão que trabalha no estrangeiro. Bom pássaro, só que lá está, a crise deslocaliza muita gente. Há muitos ninhos defeitos por causa desta crise.
- É verdade, ora vê-se lá, ter que ir trabalhar para outro país.
- Hoje já ninguém anda à vontade como dantes. Fecham-se todos nos ninhos e não querem saber de mais nada. É só trabalho e poupar! trabalho e poupar.
- E comer também.
- Por falar em comer!Ontem refastelei-me. Comi uma minhoca que estava mesmo à vista num montinho de terra e depois mesmo ali ao lado um escaravelho e depois uma aranha.
- Pois também eu. lembras-te onde estava aquela velha máquina de lavar a louça?
- Sim.
- Agora já lá não está. Tiraram-na ontem. E mesmo por baixo estava um ninho de cobras!
- Pois eu sei que moravam lá. Via sempre a águia cobreira a pairar por lá à espera de alguma que saísse.
- Olha que deve ter enchido bem o papo pois nesse dia comeu-as todas!
- Depois disso fui eu até lá e ainda comi umas larvas e uns escaravelhos.
- Ultimamente só me aparece disto! É larvas, escaravelhos, minhocas e até salamandras!
- Os humanos estiveram a limpar a floresta. Ontem vi uns poucos a tirar ferro, plásticos e vidro.
- Hum! então é por isso que há tanta comida e tão deliciosa à vista!
- Até faz esquecer a crise!
- Já não temos que procurar tanto para encher os papos!
-Não há crise que dure para sempre.
Não há humano nenhum neste fétido lugar que não deixe cair lágrimas purulentas. Lamurias condescendentes que contaminam a vida de problemáticos dilemas.
A crise é para se viver largando tudo o resto e dedicando-se a ela.
O contágio é evidente.
Até os outros, os que perigosamente coabitam com esta espécie deprimentemente mortal lançam no ar os seus cantos preocupação .
- Esta crise veio para durar! Não achas?
- É verdade!A precariedade não escolhe géneros.
- Onde cai, abala mesmo.
- Olha vê tu que ainda no outro dia passei no bar do Pica....
- Nem se reconhece, também passei por lá ontem.
- Há uns anos atrás nem se punha lá o pé a esta hora.
- Pois era, sempre cheio! andorinhas, poupas, cotovias, melros, rouxinóis, rolas, pombos, todos juntos. O pica ficava louco, não tinhas asas a medir.
- Aquilo é que eram tempos! Pedíamos sempre um pires de larvas e dava para a noite toda.
- Belos tempos. sem dinheiro fazíamos a festa toda!
- E depois para terminar vinham os pardais a criar algazarra. O bar fechava sempre com o cabo mocho a prender dois ou três.
- E lembras-te da Poupa?!
- Ui!! que passarinha.
- Agora tá casada com um andorinhão! um passarão que trabalha no estrangeiro. Bom pássaro, só que lá está, a crise deslocaliza muita gente. Há muitos ninhos defeitos por causa desta crise.
- É verdade, ora vê-se lá, ter que ir trabalhar para outro país.
- Hoje já ninguém anda à vontade como dantes. Fecham-se todos nos ninhos e não querem saber de mais nada. É só trabalho e poupar! trabalho e poupar.
- E comer também.
- Por falar em comer!Ontem refastelei-me. Comi uma minhoca que estava mesmo à vista num montinho de terra e depois mesmo ali ao lado um escaravelho e depois uma aranha.
- Pois também eu. lembras-te onde estava aquela velha máquina de lavar a louça?
- Sim.
- Agora já lá não está. Tiraram-na ontem. E mesmo por baixo estava um ninho de cobras!
- Pois eu sei que moravam lá. Via sempre a águia cobreira a pairar por lá à espera de alguma que saísse.
- Olha que deve ter enchido bem o papo pois nesse dia comeu-as todas!
- Depois disso fui eu até lá e ainda comi umas larvas e uns escaravelhos.
- Ultimamente só me aparece disto! É larvas, escaravelhos, minhocas e até salamandras!
- Os humanos estiveram a limpar a floresta. Ontem vi uns poucos a tirar ferro, plásticos e vidro.
- Hum! então é por isso que há tanta comida e tão deliciosa à vista!
- Até faz esquecer a crise!
- Já não temos que procurar tanto para encher os papos!
-Não há crise que dure para sempre.
domingo, 18 de abril de 2010
Quando a máquina de chiclas deixou de ter chiclas!
A loja da tia Tina vendia de tudo!Pelo menos tudo o que precisava de comprar encontrava sempre lá.
Aquele móvel de prateleiras estendidas ao longo da parede por trás do balcão de madeira de carvalho gasto pelo movimento das despesas mensais das gentes da minha aldeia guardava um mundo de surpresas.
- Ó tia Tina tem cadernos para escrever?
E lá vinha a tia Tina com um bonitinho caderninho de duas linhas com o Silvestre e o Piú Piú na capa!
Desenrascava-me sempre!!
Só que eu ia lá não para limpar as prateleiras das raridades.
Eu propositadamente deslocava-me todos os dias àquela loja para ver a máquina de chiclas.
A linda máquina de chiclas. Lá estava ela no topo do balcão, com a sua cúpula em vidro redonda meia cheia de chiclas de todas as cores. Aquela cintura quadrada de um vermelho metalizado dava um outro brilho à loja! e o conteúdo deixava-me doido de desejo.
Pegava na moeda reservada, introduzia no orifício cinzento metalizado e rodava o manípulo.
Depois lambuzava-me com aquela saborosa chicla colorida!
- O menino é cá um lambareiro! - dizia-me a tia Tina - Ainda lhe caem os dentes.
- Não caem nada. eu lavo-os todos os dias.
- Este menino vem cá todos os dias! Tira-me sempre uma chicla da máquina! comentava a tia Tina
- Se fosse a si não as comia! já devem estar fora de prazo! - Disse-me o tio Jorge!
- Olhe que não estão! são bem boas! dizia eu a sorrir
Todos os dias tirava uma chicla. todos os dias via a bonita máquina de chiclas ficar mais vazia!
Até que um dia a máquina encravou!
Rodei e rodei o manipulo! e nada! a chicla não saía.
- Deve estar estragada! não meta mais nenhuma moeda. avisou-me a tia Tina
- Não meto não! veja lá se manda arranjar a máquina!
- Ah! vá lá saber agora quando vem o técnico!
Fiquei desolado!
A máquina de chiclas deixou de me dar chiclas! Era como se a máquina das chiclas não tivesse mais chiclas apesar de elas estarem ali na linda cúpula redonda de vidro, inúteis porque não as conseguia tirar!
Durante o dia todo não consegui trabalhar!
Tinha mau hálito e faltava-me algo!
No dia seguinte a mesma coisa! mais uma moeda para o galheiro! a máquina continuava avariada. E as chiclas coloridas a estimularem as minhas glândulas salivares!
E mais um dia que passei a desejar uma chicla.
Andei assim a semana inteira! A desejar chiclas, e aborrecido porque não as conseguia tirar daquela máquina!
Passado um mês, sem chiclas, reparei que as muitas espinhas que tinha pela cara deixaram de brotar!
- Devia ser das chiclas. - pensei eu! O tio Jorge tinha razão. As chiclas esburacavam-me a testa toda!
Fiquei com a pele muito mais bonita! Andava sem dúvida muito mais contente e reparava que as minhas colegas de trabalho olhavam mais para mim!
Passado dois meses tive de ir à loja!
- Ó menino! olhe que a máquina esta arranjada! já podes comprar chiclas. - Disse a tia Tina!
- O que a tia Tina me foi dizer! - disse eu
Fui ao bolso tirei uma moeda metia-a no orificio e zás! rodei o lindo manipulo cinza!
- Ó tia Tina, chlép, que saudades, chlép, tinha eu destas chiclas , chlép!
- É tão lambareiro este menino! - Comentava a Tia Tina!
E assim voltei a tirar diariamente a minha chicla da máquina de chiclas!
E escusado será dizer que passei a andar com a cara esburacada das espinhas que me nasceram!
Já foi muito bom aqueles dois meses de pele suave e fina! agora volto novamente à minha espinhosa e oleosa testa!
E também com a boca mais doce Chlép!
Aquele móvel de prateleiras estendidas ao longo da parede por trás do balcão de madeira de carvalho gasto pelo movimento das despesas mensais das gentes da minha aldeia guardava um mundo de surpresas.
- Ó tia Tina tem cadernos para escrever?
E lá vinha a tia Tina com um bonitinho caderninho de duas linhas com o Silvestre e o Piú Piú na capa!
Desenrascava-me sempre!!
Só que eu ia lá não para limpar as prateleiras das raridades.
Eu propositadamente deslocava-me todos os dias àquela loja para ver a máquina de chiclas.
A linda máquina de chiclas. Lá estava ela no topo do balcão, com a sua cúpula em vidro redonda meia cheia de chiclas de todas as cores. Aquela cintura quadrada de um vermelho metalizado dava um outro brilho à loja! e o conteúdo deixava-me doido de desejo.
Pegava na moeda reservada, introduzia no orifício cinzento metalizado e rodava o manípulo.
Depois lambuzava-me com aquela saborosa chicla colorida!
- O menino é cá um lambareiro! - dizia-me a tia Tina - Ainda lhe caem os dentes.
- Não caem nada. eu lavo-os todos os dias.
- Este menino vem cá todos os dias! Tira-me sempre uma chicla da máquina! comentava a tia Tina
- Se fosse a si não as comia! já devem estar fora de prazo! - Disse-me o tio Jorge!
- Olhe que não estão! são bem boas! dizia eu a sorrir
Todos os dias tirava uma chicla. todos os dias via a bonita máquina de chiclas ficar mais vazia!
Até que um dia a máquina encravou!
Rodei e rodei o manipulo! e nada! a chicla não saía.
- Deve estar estragada! não meta mais nenhuma moeda. avisou-me a tia Tina
- Não meto não! veja lá se manda arranjar a máquina!
- Ah! vá lá saber agora quando vem o técnico!
Fiquei desolado!
A máquina de chiclas deixou de me dar chiclas! Era como se a máquina das chiclas não tivesse mais chiclas apesar de elas estarem ali na linda cúpula redonda de vidro, inúteis porque não as conseguia tirar!
Durante o dia todo não consegui trabalhar!
Tinha mau hálito e faltava-me algo!
No dia seguinte a mesma coisa! mais uma moeda para o galheiro! a máquina continuava avariada. E as chiclas coloridas a estimularem as minhas glândulas salivares!
E mais um dia que passei a desejar uma chicla.
Andei assim a semana inteira! A desejar chiclas, e aborrecido porque não as conseguia tirar daquela máquina!
Passado um mês, sem chiclas, reparei que as muitas espinhas que tinha pela cara deixaram de brotar!
- Devia ser das chiclas. - pensei eu! O tio Jorge tinha razão. As chiclas esburacavam-me a testa toda!
Fiquei com a pele muito mais bonita! Andava sem dúvida muito mais contente e reparava que as minhas colegas de trabalho olhavam mais para mim!
Passado dois meses tive de ir à loja!
- Ó menino! olhe que a máquina esta arranjada! já podes comprar chiclas. - Disse a tia Tina!
- O que a tia Tina me foi dizer! - disse eu
Fui ao bolso tirei uma moeda metia-a no orificio e zás! rodei o lindo manipulo cinza!
- Ó tia Tina, chlép, que saudades, chlép, tinha eu destas chiclas , chlép!
- É tão lambareiro este menino! - Comentava a Tia Tina!
E assim voltei a tirar diariamente a minha chicla da máquina de chiclas!
E escusado será dizer que passei a andar com a cara esburacada das espinhas que me nasceram!
Já foi muito bom aqueles dois meses de pele suave e fina! agora volto novamente à minha espinhosa e oleosa testa!
E também com a boca mais doce Chlép!
domingo, 7 de março de 2010
A história do Mingo!
O Mingo era um bonito flamingo. Daqueles com uma penugem cor-de-rosa claro, com um bico grosso brilhante e curvo e com um esbelto pescoço também cor-de-rosa.
Chamava-se Mingo porque o seu pai o Flamingo macho e a sua mãe a Flaminga fêmea não queriam que houvesse mais um flamingo na Lagoa.
Já viram a confusão que seria quando chegasse o correio à lagoa e perguntasse pelo sr. Flamingo? Haviam de chegar logo 3 ou mais Flamingos para receber a carta!
Assim o Mingo vivia feliz por ser único naquela lagoa.
O Mingo apesar de jovem, era uma ave muito viajada.
Aliás ele gostava muito de viajar! já tinha vivido em quase todas as lagoas do continente e tinha passado por inúmeros territórios. A lagoa que ele mais gostava era a lagoa do alto do céu!
Uma enorme lagoa no sopé de uma montanha tão alta, tão alta que o cimo furava as nuvens.
"De tempos em tempos a montanha treme e sopra umas nuvens muito cinzentas" contava-me o Mingo.
Todos os anos ele viajava da selva para as lagoas do sul onde passava o verão a comer algas e lodo! Depois quando começava a fazer frio regressava para a selva onde ficava até que as saudades da lagoa o fizessem regressar de novo.
Ele adorava lodo, era o seu petisco favorito. Gostava de estar com a cabeça na água e mergulhar o seu enorme bico curvado e comer o lodo do fundo da lagoa.
"Quanto mais fundo melhor, o lodo é mais docinho!" dizia o Mingo.
E assim passava as suas tardes a comer lodo da lagoa da montanha do alto céu.
E quando estava cheio dobrava o seu longo pescoço sobre o corpo e enroscava o bico debaixo das asas, levantava a pata esquerda e dormia embalado pelo silêncio que pairava na montanha do alto dos céus!
Chamava-se Mingo porque o seu pai o Flamingo macho e a sua mãe a Flaminga fêmea não queriam que houvesse mais um flamingo na Lagoa.
Já viram a confusão que seria quando chegasse o correio à lagoa e perguntasse pelo sr. Flamingo? Haviam de chegar logo 3 ou mais Flamingos para receber a carta!
Assim o Mingo vivia feliz por ser único naquela lagoa.
O Mingo apesar de jovem, era uma ave muito viajada.
Aliás ele gostava muito de viajar! já tinha vivido em quase todas as lagoas do continente e tinha passado por inúmeros territórios. A lagoa que ele mais gostava era a lagoa do alto do céu!
Uma enorme lagoa no sopé de uma montanha tão alta, tão alta que o cimo furava as nuvens.
"De tempos em tempos a montanha treme e sopra umas nuvens muito cinzentas" contava-me o Mingo.
Todos os anos ele viajava da selva para as lagoas do sul onde passava o verão a comer algas e lodo! Depois quando começava a fazer frio regressava para a selva onde ficava até que as saudades da lagoa o fizessem regressar de novo.
Ele adorava lodo, era o seu petisco favorito. Gostava de estar com a cabeça na água e mergulhar o seu enorme bico curvado e comer o lodo do fundo da lagoa.
"Quanto mais fundo melhor, o lodo é mais docinho!" dizia o Mingo.
E assim passava as suas tardes a comer lodo da lagoa da montanha do alto céu.
E quando estava cheio dobrava o seu longo pescoço sobre o corpo e enroscava o bico debaixo das asas, levantava a pata esquerda e dormia embalado pelo silêncio que pairava na montanha do alto dos céus!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
A minha folha!!
Numa tarde fria e ventosa uma pequena folha colou-se à janela.
Quisera eu estar ali a olhar o horizonte cinzento quando a folha se colou à janela.
Não era uma folha qualquer! era uma folha amarela daquelas que já não se vêem muito nos dias de hoje.
Abri a janela e rapidamente entraram muitas gotas e também a folha que se colou à janela.
Decidi apropriar-me da folha que se colou à janela.
E a partir daí chamei-lhe a minha folha que se colou à janela que também é minha.
A principio acho que a minha folha que se colou à janela que também é minha gostava de se colar pois rapidamente se colou à mesa que também é minha.
A partir daí vi que colar é muito bom... é um querer fazer parte de onde não fazemos parte.
Fiquei a olhar para a minha folha que se colou à janela que também era minha e que estava agora colada na mesa que também é minha durante muito tempo.
E reparei que a minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e que agora estava colada na mesa que também era minha minha olhou também para mim.
A partir daí vi que olhar é muito bom.... é um querer perceber o que temos pela frente dando a conhecer o que está a trás.
Depois peguei na minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e decidi pendurá-la para que se sentisse em casa, pois sei que as folhas gostam de estar penduradas nos ramos das árvores.
"Onde?!"
Decidi pendurar a minha folha que se tinha colado na janela que também é minha no candeeiro que é meu do quarto que também é meu.
E a folha caiu!!
Deve ser porque a minha folha que se colou na janela que também é minha é uma folha amarela, e as folhas amarelas gostam de estar coladas em vez de estar penduradas.
Peguei na minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e tentei colá-la na parede.
Só que a folha caiu!
Tentei colar a minha folha que se tinha colado na janela que também é minha por toda a casa que também é minha.
Só que a folha caía sempre!
Deve ser porque a folha quer estar num sitio que não seja meu. Se calhar a folha não quer ser minha!
Então abri novamente a janela e deixei que o vento desta vez levasse a folha que foi minha e que agora já não é.
E fiquei a ver, pela janela que é minha, o vento levar a folha amarela que já foi minha pelo horizonte que não é meu.
Quisera eu estar ali a olhar o horizonte cinzento quando a folha se colou à janela.
Não era uma folha qualquer! era uma folha amarela daquelas que já não se vêem muito nos dias de hoje.
Abri a janela e rapidamente entraram muitas gotas e também a folha que se colou à janela.
Decidi apropriar-me da folha que se colou à janela.
E a partir daí chamei-lhe a minha folha que se colou à janela que também é minha.
A principio acho que a minha folha que se colou à janela que também é minha gostava de se colar pois rapidamente se colou à mesa que também é minha.
A partir daí vi que colar é muito bom... é um querer fazer parte de onde não fazemos parte.
Fiquei a olhar para a minha folha que se colou à janela que também era minha e que estava agora colada na mesa que também é minha durante muito tempo.
E reparei que a minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e que agora estava colada na mesa que também era minha minha olhou também para mim.
A partir daí vi que olhar é muito bom.... é um querer perceber o que temos pela frente dando a conhecer o que está a trás.
Depois peguei na minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e decidi pendurá-la para que se sentisse em casa, pois sei que as folhas gostam de estar penduradas nos ramos das árvores.
"Onde?!"
Decidi pendurar a minha folha que se tinha colado na janela que também é minha no candeeiro que é meu do quarto que também é meu.
E a folha caiu!!
Deve ser porque a minha folha que se colou na janela que também é minha é uma folha amarela, e as folhas amarelas gostam de estar coladas em vez de estar penduradas.
Peguei na minha folha que se tinha colado na janela que também era minha e tentei colá-la na parede.
Só que a folha caiu!
Tentei colar a minha folha que se tinha colado na janela que também é minha por toda a casa que também é minha.
Só que a folha caía sempre!
Deve ser porque a folha quer estar num sitio que não seja meu. Se calhar a folha não quer ser minha!
Então abri novamente a janela e deixei que o vento desta vez levasse a folha que foi minha e que agora já não é.
E fiquei a ver, pela janela que é minha, o vento levar a folha amarela que já foi minha pelo horizonte que não é meu.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
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