O Mingo era um bonito flamingo. Daqueles com uma penugem cor-de-rosa claro, com um bico grosso brilhante e curvo e com um esbelto pescoço também cor-de-rosa.
Chamava-se Mingo porque o seu pai o Flamingo macho e a sua mãe a Flaminga fêmea não queriam que houvesse mais um flamingo na Lagoa.
Já viram a confusão que seria quando chegasse o correio à lagoa e perguntasse pelo sr. Flamingo? Haviam de chegar logo 3 ou mais Flamingos para receber a carta!
Assim o Mingo vivia feliz por ser único naquela lagoa.
O Mingo apesar de jovem, era uma ave muito viajada.
Aliás ele gostava muito de viajar! já tinha vivido em quase todas as lagoas do continente e tinha passado por inúmeros territórios. A lagoa que ele mais gostava era a lagoa do alto do céu!
Uma enorme lagoa no sopé de uma montanha tão alta, tão alta que o cimo furava as nuvens.
"De tempos em tempos a montanha treme e sopra umas nuvens muito cinzentas" contava-me o Mingo.
Todos os anos ele viajava da selva para as lagoas do sul onde passava o verão a comer algas e lodo! Depois quando começava a fazer frio regressava para a selva onde ficava até que as saudades da lagoa o fizessem regressar de novo.
Ele adorava lodo, era o seu petisco favorito. Gostava de estar com a cabeça na água e mergulhar o seu enorme bico curvado e comer o lodo do fundo da lagoa.
"Quanto mais fundo melhor, o lodo é mais docinho!" dizia o Mingo.
E assim passava as suas tardes a comer lodo da lagoa da montanha do alto céu.
E quando estava cheio dobrava o seu longo pescoço sobre o corpo e enroscava o bico debaixo das asas, levantava a pata esquerda e dormia embalado pelo silêncio que pairava na montanha do alto dos céus!
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