domingo, 28 de dezembro de 2008

O Lobo do Homem!

CAPITULO UM
Como o Homem e o Lobo se tornaram amigos.

Era uma vez um Senhor, um Senhor muito respeitado por ter em suas posses as mais belas e as mais ricas terras da aldeialândia.
Esse Senhor era muito justo.
Não tolerava aos seus subditos o mais pequeno erro, pois gostava da perfeição.
Não admitida aos seus caseiros a mais pequena sujidade, pois gostava de tudo asseado.
Não permitia aos seus trabalhadores a mais pequena ponta de preguiça, pois gostava de trabalho.
Uma certa manhã, numa das suas lindas e imensas terras o Senhor que andava na caça reparou que os seus cães farejavam algo por entre as folhas de carvalho!
- Escrementos de Lobo!!! gritou alarmado um dos seus batedores.
- Temos que alertar os nossos trabalhadores para que se ponham em alerta! ordenou o Senhor.
- Um Lobo por estas paragens é estranho! Deve ser por causa do calor.Os animais veem para a beira do riacho e o Lobo tem que descer a montanha para os caçar. Pensou com os seus botões o agricultor Gerónimo.
- Senhor tomarei as devidas precauções... garanto que nehum dos seus animais vai ser atacado por este animal selvagem.Quando o apanhar oferecelo-ei ao senhor como troféu. Disse o batedor.
-Muito bem leal Martins, agradeço a tua coragem. continuemos a nossa bela caçada.

Pela noite e já em casa o Gerónimo cometou novamente com os seus botões....
- Um Lobo por estas paragens. Que fará um Lobo por aqui?já não haverá comida suficiente na montanha?
Nisto ouviu um longo uivo!
Gerónimo num salto levantou-se, olhou pela janela!E lá estava, iluminado pela luz da lua um bonito Llobo branco sozinho no meio do campo lavrado!
- Que lindo Lobo. Só espero que não ataque as galinhas os perús e as ovelhas do meu Senhor!O Senhor não me perdoaria, seria o meu fim.Sem trabalho e sem local para ficar!
-Ui!!Isso não pode acontecer....
Levantou-se embrulhou-se num cobertor, pegou na sua enchada e foi para a beira das galinhas, perús e ovelhas do seu Senhor.
- Comigo aqui de guarda o Lobo não leva nenhuma ovelha!Assim o Senhor vai ficar contente comigo e já não me põe na rua.
- Não vais comer nenhuma ovelha ouviste Lobo! eu não deixo!
e adormeceu.....
No dia seguinte qual não foi o seu espanto quando ao abrir os olhos viu o Lobo deitado mesmo em frente dele como se estivesse a guarda-lo.
- Eu não te vou comer !nem a ti nem ás tuas ovelhas... perfiro a carne dos veados.É mais doce! disse o Lobo
- Ããããhhh!um Lobo que fala?!estarei maluco?
- Ouve o que tenho para dizer Homem. disse o Lobo.
Eu não sou teu inimigo!Não estou aqui para comer nenhum dos teus animais.
Quero que digas ao teu Senhor para tirar o cercado à volta dos seus terrenos para que os animais possam passear e deslocar-se para onde quiserem.
Na montanha já não há alimento que chegue para todos e também já não temos para onde ir porque a cerca do teu Senhor não nos deixa.
É por isso que eu estou aqui! - disse o lobo.
E foi-se embora!

- Gerónimo de boca aberta esfregou os olhos! Beliscou-se para se certificar que estava acordado.
Olhou para os seus animais... Estavam todos!
- O Lobo só veio cá para falar comigo! não foi para comer as minhas ovelhas, senão já o tinha feito.
E foi para dentro de casa a pensar no que se tinha passado com ele.
Todo o dia andou perturbado e a pensar como é que ia dizer ao senhor.Afinal o Lobo só andava por ali porque não conseguia passar para o outro lado do vale, pois a cerca impedia-o de andar e de caçar livremente.
À noite quando já se preparava para adormecer, ouviu de novo um uivo!
Levantou-se, foi à janela e no meio do prado o lindo Lobo passeava iluminado pela luz da lua.
- Dorme bem amigo Lobo. disse o Gerónimo.
- Amanhã vou falar com o meu senhor. mas não creio que mesmo assim retire o cercado.

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